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CarreiraBDR
13/07/2026
3 min

O funcionário que a Coca-Cola FEMSA Brasil procura, já trabalha lá: são159 promoções desde 2025

O funcionário que a Coca-Cola FEMSA Brasil procura, já trabalha lá: são159 promoções desde 2025

Enquanto boa parte do mercado disputa profissionais prontos, a Coca-Cola FEMSA Brasil decidiu olhar para dentro. O "Promover", programa que prepara colaboradores operacionais para assumir novas funções, soma mais de 2.900 inscritos entre 2025 e 2026, já formou mais de 600 pessoas e resultou em 159 promoções internas.

Os números fazem parte de uma estratégia de gestão de pessoas que combina capacitação técnica, apoio à parentalidade e saúde mental. A lógica, segundo Gabriela Meier, gerente de RH da Coca-Cola FEMSA Brasil, é acompanhar o colaborador em diferentes momentos da vida, e não apenas em datas de avaliação.

"Ao desenvolver talentos internamente, conseguimos valorizar quem já faz parte da companhia e construir uma cultura de aprendizado contínuo", diz Meier.

Gabriela Meier, gerente de RH da Coca-Cola FEMSA Brasil

Gabriela Meier, gerente de RH da Coca-Cola FEMSA Brasil

A fábrica de promoções internas

O Promover nasceu para ampliar as possibilidades de crescimento de quem atua na operação. O programa combina formação técnica, desenvolvimento comportamental e as certificações exigidas para novas funções dentro das unidades da companhia.

A executiva ressalta que a contratação externa não saiu do radar. "As duas estratégias são complementares", afirma. Trazer gente de fora continua sendo um caminho para oxigenar a empresa com novas experiências, mas o desenvolvimento interno virou prioridade por um motivo direto: preparar profissionais para novos desafios enquanto melhora a eficiência das operações.

Outra frente da estratégia é o KOF Maternar, programa que acompanha a jornada da parentalidade desde o desejo de engravidar até o retorno ao trabalho. O desenho foge do padrão: além de gestantes, o programa atende pessoas que estão tentando engravidar, famílias por adoção, casais homoafetivos e pessoas não binárias.

Em 2025, o KOF Maternar registrou 757 participantes e alcançou 95% de satisfação. Para Meier, o resultado reforça a relevância de um cuidado desenhado para diferentes configurações familiares, e não para um único perfil de colaborador.

Saúde mental fora do modo crise

Na saúde mental, o desafio apontado pela gerente é tirar o tema do terreno das ações pontuais. "O principal desafio é transformar o cuidado com a saúde mental em uma prática permanente e acessível, e não em uma ação pontual", diz.

A resposta da companhia é o Estar Bem, programa estruturado em frentes de prevenção, acolhimento e acompanhamento contínuo. Os colaboradores têm acesso a teleterapia, telemedicina, apoio para dependência química, Serviço Social e iniciativas de promoção de hábitos saudáveis. Em vez de medir o sucesso por um único indicador, o RH acompanha a adesão aos programas e a percepção dos times sobre as iniciativas.

Questionada sobre qual deveria ser a prioridade do RH nos próximos anos, entre lideranças, saúde mental, capacitação' ou engajamento, a executiva recusa a escolha. "É difícil falar em desenvolvimento sem olhar para o bem-estar, assim como é difícil promover engajamento sem criar oportunidades reais de crescimento", afirma.

No fim, a resposta da Coca-Cola FEMSA Brasil para a disputa por talentos não está no mercado. Está na própria folha de pagamento.

AutorRaphaela Seixas
FonteExame
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