O futuro do etanol no Brasil e as empresas que estão na vanguarda da transformação do setor
Depois de multiplicar sua produção nos últimos dez anos, o setor de etanol de milho começa a desenhar quais serão suas próximas avenidas de crescimento. Para Amaury Pekelman, presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a expansão não dependerá apenas do consumo nos postos de combustível. Novos mercados podem abrir espaço para uma […]

Depois de multiplicar sua produção nos últimos dez anos, o setor de etanol de milho começa a desenhar quais serão suas próximas avenidas de crescimento.
Para Amaury Pekelman, presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a expansão não dependerá apenas do consumo nos postos de combustível. Novos mercados podem abrir espaço para uma nova fase da indústria.
Entre eles, o presidente da entidade destaca o transporte marítimo.
“Hoje, o grande vetor para crescimento mais rápido é o marítimo”, afirmou ao Money Minds.
Segundo Pekelman, empresas como Copersucar e Inpasa participam dos esforços para viabilizar certificações internacionais e construir demanda junto ao setor naval.
A aposta vem ganhando força porque o transporte marítimo enfrenta crescente pressão global para reduzir suas emissões de carbono.
SAF continua no radar
Outra frente acompanhada pela indústria é o combustível sustentável de aviação (SAF).
Nesse caso, a visão da Unem é mais cautelosa.
“O SAF tem um custo muito alto. A rota Alcohol-to-Jet (ATJ) demanda muito etanol e ainda é cara”, disse o executivo .
Quem lidera a nova fase do setor
Quando o assunto é inovação, Pekelman destacou dois grupos entre as operações dedicadas ao milho.
“Na parte de etanol de milho, nas plantas standalone (dedicadas apenas para produção de etanol de milho), FS e Inpasa estão com novas tecnologias e avançando muito”, afirmou.
Já no segmento de usinas flex, que integram cana e milho, os destaques ficaram com São Martinho e Cerradinho.
Segundo ele, as companhias lideram um modelo industrial que permite produzir durante todo o ano utilizando a infraestrutura já existente da cana.
“São empresas que fazem um trabalho fantástico nessa integração”, afirmou.
Meta é ampliar participação do milho
A expectativa da entidade é que o etanol de milho continue ganhando participação na matriz brasileira de combustíveis.
Segundo Pekelman, o setor pode sair dos atuais cerca de 25% a 30% da produção nacional para algo próximo de 45% em uma década.
Para isso, a indústria aposta em três frentes: aumento das misturas de etanol na gasolina, expansão da demanda doméstica e abertura de novos mercados, especialmente no segmento marítimo.
