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Sacre Investimentos
ColunistasACSCMDT
20/10/2026
4 min

O joio, o trigo e os inadimplentes: eleições, temporada de balanços, revolta na França e petróleo em alta movimentam os mercados hoje

Em um momento no qual as empresas listadas na bolsa preparam-se para uma nova safra de balanços, as atenções dos investidores se voltam para os resultados dos maiores bancos do país.

O joio, o trigo e os inadimplentes: eleições, temporada de balanços, revolta na França e petróleo em alta movimentam os mercados hoje

O joio é uma erva daninha. Ele é muito parecido com o trigo quando começa a brotar. A diferença entre os dois surge em estágios mais avançados de crescimento. Enquanto o trigo se curva diante do peso dos grãos, o joio permanece rígido. 

Quando o joio dá as caras em uma plantação de trigo, as raízes se entrelaçam. Não seria um problema em si se o joio não fosse potencialmente tóxico. Ele pode contaminar a farinha e causar mal-estar se consumido. Por isso, é necessário separar o joio do trigo no momento da colheita.

Mas o que isso tem a ver com as finanças? 

Em um momento no qual as empresas listadas na bolsa preparam-se para uma nova safra de balanços, as atenções dos investidores se voltam para os resultados dos maiores bancos do país. 

O custo de risco elevado e a pressão sobre as margens fazem com que a inadimplência no crédito brote como erva daninha nos balanços dos bancões. 

De acordo com analistas ouvidos pela repórter Camille Lima, a separação do joio do trigo se dará na análise da capacidade de cada banco de atravessar esse cenário sem permitir deixar que a inadimplência corroa a rentabilidade. Confira aqui a prévia dos resultados dos bancos.

A conta chegou

Enquanto isso, a França segue em chamas. O aumento do custo de vida, a alta dos preços dos combustíveis e a precarização dos serviços públicos e das escolas levou a população às ruas das maiores cidades do país. A repressão das forças de segurança à revolta popular resultou em episódios de violência cujas imagens rodaram o mundo nos últimos dias. 

Na avaliação do colunista Matheus Spiess, a pressão sobre os títulos da dívida cobra a conta do governo francês em meio a tentativas de conciliar inflação, juros altos e orçamentos cada vez mais apertados. No entanto, não se trata de uma exclusividade da França. O elevado nível de endividamento está cobrando a conta das economias desenvolvidas. Confira aqui a análise.

Esquenta dos Mercados

O Ibovespa fechou o primeiro pregão da semana em queda de 0,17%. Pesou sobre o principal índice de ações da bolsa brasileira o tombo de mais de 2% da Petrobras (PETR4). 

Hoje, o mercado local segue de olho no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o domingo (25). 

De acordo com o agregador de pesquisas do portal parceiro Money Times, o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguem empatados dentro da margem de erro, com menos de um ponto percentual de diferença. 

No campo dos indicadores, as atenções se voltam para o relatório ADP de empregos na iniciativa privada nos Estados Unidos. 

 Além disso, os investidores seguem atentos à disparada do preço do petróleo na madrugada. O Brent, referência internacional de preços, voltou a ser cotado acima dos US$ 110 por barril na manhã de hoje.

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AutorRicardo Gozzi
FonteSeu Dinheiro
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