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CarreiraBDR
02/07/2026
6 min

‘O momento certo nunca vai existir’: o conselho de uma executiva para líderes em alta gestão

‘O momento certo nunca vai existir’: o conselho de uma executiva para líderes em alta gestão

Em cargos de liderança, a experiência prática costuma ser apenas parte da equação. À medida que profissionais assumem equipes maiores, decisões mais complexas e responsabilidades estratégicas, cresce também a necessidade de repertório técnico, visão sistêmica e segurança para atuar em diferentes frentes do negócio.

Foi nesse contexto que Fernanda Gasparian, gerente comercial na Medtronic, decidiu buscar o MBA Executivo da Saint Paul. Com mais de duas décadas de atuação na indústria farmacêutica e em empresas de medical devices, ela já ocupava uma posição de gestão quando percebeu que precisava ampliar sua formação.

“Eu já era gerente, já era líder de pessoas, e sentia que faltava algo: me atualizar, aprender mais e estar por dentro das transformações do mercado”, afirma. Para ela, o MBA foi um divisor de águas: “Me deu uma base muito grande para liderar pessoas e um conhecimento mais técnico que eu sentia falta na minha trajetória”, diz.

Liderança exige preparo além da experiência

O MBA Executivo da Saint Paul é voltado a profissionais que já ocupam posições de liderança, como heads, diretores, sócios e executivos seniores, e buscam consolidar sua atuação na alta gestão ou avançar para cargos como CEO e CFO.

Com mais de 400 horas de imersão, o programa combina estratégia, finanças, gestão, tecnologia e liderança. A proposta é desenvolver uma visão integrada de negócios, capaz de apoiar decisões críticas e gerar resultados consistentes em cenários de alta pressão.

Para Fernanda, esse repertório fez diferença principalmente na gestão de pessoas. Um de seus maiores desafios foi liderar profissionais que antes eram seus pares. “Você precisa conquistar respeito, mostrar um diferencial e ser vista como exemplo”, diz.

Segundo ela, as discussões em sala, os estudos de caso e a troca com colegas de diferentes setores ajudaram a amadurecer sua forma de liderar. 
"O MBA me trouxe uma rede de apoio. Nas aulas, cada aluno levava casos reais da sua empresa. Tinha gente do agronegócio, do turismo, de banco, da indústria farmacêutica. Essa diversidade enriquecia muito as discussões"Fernanda Gasparian, gerente comercial na Medtronic

Visão sistêmica muda a tomada de decisão

Um dos principais impactos do curso, segundo a executiva, foi a ampliação da visão sobre a empresa como um todo. Em vez de enxergar os problemas apenas a partir da própria área, ela passou a considerar os impactos de cada decisão em outras frentes do negócio.

“O curso me trouxe uma visão macro. Hoje entendo que uma decisão da minha área não envolve só a minha área. Ela envolve todas as áreas da empresa”, afirma.

Essa mudança também se refletiu na forma de comunicar decisões ao time. Para Fernanda, líderes precisam traduzir cenários complexos de forma clara, especialmente quando envolvem mudanças difíceis, ajustes comerciais ou novas diretrizes corporativas.

“Uma decisão de um gerente, de um diretor ou de um vice-presidente afeta todos. E todos somos parte daquilo. Hoje consigo levar essas decisões para o time com mais maturidade, de uma maneira mais leve e administrável”, ela diz.

Consolide sua atuação na alta gestão e prepare-se para decisões que definem o rumo dos negócios. Inscreva-se no MBA Executivo da EXAME Saint Paul.

Tecnologia e inteligência artificial entram na rotina da liderança

Além das disciplinas ligadas à gestão e à governança, Fernanda destaca o contato com temas como inteligência artificial. Antes do MBA, ela via a tecnologia como algo distante da sua realidade, mas depois, passou a entender suas aplicações práticas no dia a dia da liderança.

“Hoje eu uso IA porque entendo o conceito. Sou mais crítica sobre o que vou fazer. Sem conhecimento, aceitamos tudo e, quando temos, analisamos melhor”, diz.

Fernanda Gasparian, gerente comercial na Medtronic

Na prática, ela afirma usar ferramentas de inteligência artificial para aprimorar a comunicação com a equipe, especialmente em conversas sensíveis. “Como líder, você não dá só boas notícias. Muitas vezes, precisa dar más notícias também. Saber escolher as palavras certas faz diferença na forma como a pessoa recebe a mensagem”, ela traz.

Para a executiva, a tecnologia não substitui a liderança humana, mas pode apoiar líderes a se comunicarem melhor, organizarem ideias e tomarem decisões com mais clareza.

Networking também faz parte da formação executiva

Outro ponto destacado por Fernanda é o networking construído ao longo do curso. Para ela, o valor do MBA não está apenas nas disciplinas, mas também nas conversas com professores, colegas e profissionais de diferentes áreas.

“O curso não é só a matéria: é o conhecimento dos professores, o bate-papo nos corredores, no café, nos almoços. Tudo isso faz parte do ambiente”, afirma.

Essa troca se tornou, segundo ela, uma espécie de conselho informal para os desafios da carreira. “Tenho meus conselheiros que são pessoas de diferentes perfis e áreas de atuação. O conhecimento e a rede que você constrói ninguém tira de você”, Fernanda afirma.

Segurança para liderar e construir novos projetos

Depois do MBA, Fernanda se envolveu em um projeto estratégico dentro da empresa, que descreve como “um novo modo de fazer o negócio”. Para tirar a ideia do papel, precisou estruturar argumentos, envolver diferentes áreas e convencer stakeholders internos sobre o potencial da iniciativa.

Ela atribui parte desse processo à segurança desenvolvida durante a formação. “A gente só faz isso quando está segura, quando tem embasamento e calma para olhar diferentes momentos”, diz.

Para a executiva, estudar ajuda líderes a reduzir decisões precipitadas e a lidar melhor com a pressão por respostas rápidas. “Quando estudamos, temos embasamento. Hoje estou mais segura tecnicamente e mais tranquila para digerir informações antes de decidir.”

O conselho para quem quer crescer na liderança

Na visão de Fernanda, não existe momento ideal para buscar atualização. O erro, segundo ela, é esperar uma fase mais tranquila da agenda para começar.

“O momento certo nunca vai ter. Postergamos para fazer curso, mas o mundo muda muito rápido. Quanto mais alto o cargo, mais nós precisamos aprender”, afirma.

O conselho para outros líderes é direto: continuar estudando, ouvir opiniões diferentes e buscar ambientes que ampliem o repertório profissional. “Um líder completo é um líder que está sempre em busca de melhorar. Pessoas são os maiores desafios do dia a dia. E conhecimento traz segurança”, fala.

Para Fernanda, a experiência com a Saint Paul reforçou uma convicção que acompanha sua trajetória: liderar exige aprendizado contínuo. “Estudar sempre. Nunca parar. E se atualizar continuamente”, finaliza.

Como mostra a trajetória de Fernanda Gasparian, liderar em alta gestão exige repertório, segurança e aprendizado contínuo. Conheça o MBA Executivo da Saint Paul e veja como o curso prepara líderes para tomar decisões mais estratégicas em cenários complexos

AutorGabriella Uota
FonteExame
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