O próximo salto do RH está na qualidade das decisões
Com IA dos dois lados do processo seletivo, empresas começam a buscar tecnologias que vão além da automação e ajudam a avaliar melhor o potencial dos candidatos

Hoje, um currículo pode ser facilmente reescrito, ajustado e direcionado para uma vaga em poucos minutos. Segundo a Michael Page, 73% dos profissionais usam IA na busca por emprego, seja para adaptar currículos, otimizar perfis ou se preparar para entrevistas.
Para quem recruta, isso aumenta o desafio de entender o que existe por trás de uma apresentação cada vez mais bem construída. Experiência, formação e certificações seguem importantes, mas há perguntas que o currículo não responde sozinho: como essa pessoa aprende? Como toma decisões? Como reage a mudanças?
O desafio de avaliar além do currículo
Encontrar essas respostas ainda é um problema para muitas empresas. No Panorama da Contratação no Brasil 2026, realizado pelo Pandapé, software de RH líder na América Latina, 38,7% dos profissionais de RH apontam a dificuldade de encontrar candidatos qualificados como o principal desafio para contratar.
Isso ajuda a explicar por que a discussão sobre tecnologia no recrutamento avança para a qualidade da avaliação. O interesse está em reunir informações que ajudem o recrutador a entender melhor cada candidato e sua aderência ao que a função exige.
Entrevista ganha espaço
A conversa com o candidato ganha peso nesse processo. Ela permite aprofundar comportamentos, repertório e raciocínio diante de situações concretas da função, além de produzir evidências que dificilmente aparecem em um currículo. Avaliações estruturadas também ajudam a comparar perfis com critérios mais claros e menos dependentes da percepção de quem conduz o processo.
É nessa lógica que entram duas soluções do Pandapé: o Pandapé Genoma, que combina inteligência preditiva, neurociência e múltiplas avaliações para analisar potencial e aderência ao cargo; e a Aina, uma agente de entrevistas com IA que chega em breve para conduzir entrevistas estruturadas por WhatsApp, com respostas em texto ou áudio, e por videoentrevista. A ideia é que a ferramenta organize respostas, análises e evidências para apoiar a decisão do recrutador.
“Esse tipo de informação também muda o que o RH consegue levar para as discussões de negócio. Tempo de fechamento e volume de candidatos continuam na pauta, junto de questões como potencial de performance, aderência e riscos de uma contratação pouco acertada”, diz Ana Paula Prado, CEO do Pandapé. “Quanto melhor a área entende quem contratar e por que, mais consegue relacionar suas escolhas a produtividade, permanência das equipes e resultado do negócio”.
