O que está por trás da forte alta das petroleiras na B3

As ações das petroleiras assumem a dianteira da ponta positiva do Ibovespa (IBOV) nesta quinta-feira (17), em dia de forte aversão a risco no cenário externo e disparada dos preços do petróleo no mercado internacional para US$ 100 o barril.
No início da tarde, as ações Prio (PRIO3) lideravam a ponta positiva do IBOV com ganho de 2,34%, a R$ 61,17, por volta de 12h20. A junior oil é a que tem maior exposição a preços mais altos de petróleo, por ter 100% da produção em óleo e menor nível de hedge, enquanto Petrobras (PETR3;PETR4), Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) apresentam menor sensibilidade devido a refino, hedge e maior participação de gás natural.
Petrobras (PETR3;PETR4), considerados um dos pesos-pesados do Ibovespa, também operam entre os papéis mais negociados na B3.
Por volta de 12h20, horário de Brasília, ações ordinárias PETR3 registravam um alta de 2,30%, a R$ 49, segundo a segunda maior alta do IBOV, e as preferenciais PETR4 tinham ganho de 1,83%, a R$ 43,36 — sendo a segunda ação mais negociada do mercado acionário doméstico, com mais de 21,1 mil negócios e giro financeiro de aproximadamente R$ 471,9 milhões, no mesmo horário.
Ainda entre as petroleiras, PetroReconcavo (RECV3) subia 0,74%, a R$ 10,88, enquanto Brava Energia (BRAV3) tinha ganho de 0,49%, a R$ 20,47.
Petróleo ultrapassa US$ 100
A forte valorização das petroleiras brasileiras deve-se ao desempenho do petróleo no mercado internacional.
Considerado um dos “termômetros” do mercado para medir o apetite e aversão a risco dos investidores, o petróleo ganha força com a falta de perspectiva de retomada das negociações entre EUA e Irã para um cessar-fogo definitivo em meio a trocas de ataques pelo 12º dia consecutivo.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu uma “forte retaliação militar” contra o Irã e seus aliados houthis do Iêmen, depois que combatentes do grupo militante iemenita atacaram dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, estendendo a guerra no Oriente Médio a um segundo importante ponto estratégico para o transporte marítimo.
No início desta tarde, o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro saltava mais de 6%, a US$ 100,44 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, no pregão eletrônico. No final da manhã, o barril chegou a ser cotado a US$ 101,16.
Já o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto tem ganho também de 6%, a US$ 92,03 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
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