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Sacre Investimentos
Inteligência ArtificialBDR
01/10/2026
4 min

O que guias da OpenAI e pesquisas da Microsoft ensinam sobre usar IA com mais critério

Instruções específicas, material de referência, tarefas em etapas e checagem das respostas aparecem em guias da OpenAI e em pesquisas da Microsoft como práticas para usar IA com critério

O que guias da OpenAI e pesquisas da Microsoft ensinam sobre usar IA com mais critério

Escrever bem a instrução e conferir a resposta são duas práticas que separam o uso consciente de inteligência artificial da dependência. Guias de empresas como a OpenAI e pesquisas da Microsoft ajudam a transformar essas práticas em hábitos aplicáveis no trabalho. Este texto reúne dicas de prompts e formas de explorar ferramentas.

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Cinco práticas para escrever prompts melhores

Prompt é a instrução escrita que o usuário envia à IA. O guia de prompts da OpenAI reúne seis estratégias, e cinco delas viram hábitos simples:

  1. Seja específico: informe contexto, público e formato. Exemplo: "Resuma este relatório em cinco linhas para a diretoria financeira e destaque os três principais riscos."
  2. Forneça material de referência: o guia recomenda pedir que a IA responda com base em um texto e cite os trechos usados. Exemplo: "Use apenas o documento abaixo e indique de onde tirou cada informação."
  3. Divida tarefas complexas: segundo o guia, tarefas complexas tendem a ter mais erros que tarefas simples. Exemplo: peça primeiro a lista de tópicos de uma apresentação e depois o rascunho de cada um.
  4. Peça o raciocínio: o guia sugere que a IA resolva antes de concluir e revise se esqueceu algo. Exemplo: "Liste as premissas usadas e aponte o que pode estar faltando."
  5. Teste as mudanças: um ajuste pode melhorar um caso e piorar o conjunto, por isso vale comparar versões do prompt em mais de um exemplo.

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Como explorar ferramentas de IA

Assistentes de conversa gerais, como ChatGPT, Gemini e Copilot, são usados para rascunhos, resumos e ideias. Já o NotebookLM, do Google, segue outra lógica: segundo a página de suporte da empresa, as respostas usam dados das fontes enviadas pelo usuário, com citações de trechos que permitem conferir a precisão.

Um uso prático é subir três relatórios trimestrais e perguntar: "Segundo as fontes, o que mudou nos custos entre o primeiro e o terceiro trimestre?". O Google informa que é possível marcar ou desmarcar fontes para definir de quais a resposta deve partir.

Um exercício simples é enviar o mesmo prompt a duas ferramentas e comparar clareza, erros e fontes citadas.

O hábito que completa o uso: verificar

Um estudo da Microsoft Research com a Carnegie Mellon ouviu 319 trabalhadores do conhecimento e associou maior confiança na IA a menos pensamento crítico. Segundo os pesquisadores, o esforço passa a se concentrar em verificar informações, integrar respostas e supervisionar a tarefa.

Três perguntas ajudam a aplicar isso: os dados batem com a fonte original? O texto serve para este público? Quem responde pelo resultado final?

Em um experimento publicado na PNAS com quase mil estudantes, quem usou uma IA aberta e pediu respostas prontas teve desempenho 17% menor na prova sem a ferramenta. Quem usou uma versão que orientava o raciocínio ficou em nível semelhante ao do grupo de controle.

O que vale lembrar

Os guias descrevem recomendações de uso, e não resultados de testes controlados, e o desempenho varia conforme a ferramenta e a tarefa. Em comum, as fontes apontam instruções claras, material de referência, tarefas em etapas e checagem do resultado antes de usá-lo.

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AutorBianca Bezerra Pinto
FonteExame
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