O que o Bradesco fará com R$ 10 bilhões na conta e como resolver o buraco fiscal em 4 passos: o que ler hoje
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, o CFO do Bradesco conta quais são os planos de investimentos do banco depois da injeção de capital bilionária

Um valor bilionário, anunciado há alguns meses, está prestes a entrar na conta do Bradesco. As controladoras do banco, filhas e herdeiras de Amador Aguiar, se comprometeram com um aumento de capital de até R$ 10 bilhões.
Esse processo deve ser concluído até o fim deste mês. Ainda que possa parecer um montante de peso, não muda tanto assim a estrutura de capital do banco, que tem um patrimônio de quase R$ 190 bilhões.
Mesmo assim, dá segurança para continuar com seu plano de transformação. E não há só uma avenida de crescimento: investimentos em tecnologia, na alta renda e em crédito são alguns dos projetos do banco de Osasco.
A repórter Camille Lima traz os planos da instituição nesta entrevista exclusiva com o CFO, Cassiano Scarpelli.
Como resolver o buraco fiscal em 4 passos
Entre as medidas possíveis para resolver o problema fiscal do Brasil, uma frequentemente citada é a desindexação de certos benefícios sociais, como a aposentadoria, ao salário-mínimo.
Se o salário-mínimo sobe, o pagamento da previdência social também, o que acaba aumentando a conta do governo.
Mas Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, acredita que há outras medidas que poderiam ser tomadas antes mesmo de mexer com a aposentadoria de idosos ou de pessoas com doenças graves.
Ele cita outros três pontos de atenção nesta entrevista ao Seu Dinheiro.
Esquenta dos mercados
A 81ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas pode colocar panos quentes no cenário geopolítico global. A expectativa é que Donald Trump se reúna com líderes do Golfo Pérsico.
Com isso, os preços do petróleo iniciam esta segunda-feira (21) em queda, estendendo as perdas dos últimos três pregões.
A agenda internacional também será marcada pelo encontro entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping. O foco da reunião será o comércio, terras raras e inteligência artificial.
As bolsas europeias começam o dia em clima semelhante e avançam em meio ao impulso de ações de tecnologia e de bancos. Wall Street também amanhece no azul, com os índices futuros de Nova York indicando um dia de ganhos por lá.
No Brasil, os holofotes se voltam para a política… fiscal e eleitoral. O anúncio do presidente Lula, na semana passada, de aumento de 15% no Bolsa Família continua gerando discussões. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o reajuste repõe a inflação, enquanto o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes avaliou que a medida não viola a Lei Eleitoral.
Nesta manhã, os eleitores acompanham mais uma rodada da pesquisa do BTG Pactual/Nexus, que pode dar indícios do impacto do anúncio na campanha de Lula.
Outros destaques do Seu Dinheiro
COMPRAR OU VENDER
Vale (VALE3) no olho do furacão? CEO da mineradora abre o jogo; Citi e Itaú BBA dizem o que você deve fazer com a ação. O CEO Gustavo Pimenta detalha o impacto do frete caro, a demanda na China e os metais básicos.
VAI PINGAR POR AÍ?
Porto (PSSA3), Totvs (TOTS3) e Fleury (FLRY3) colocam R$ 636 milhões em JCP no radar; veja quem tem direito. Apesar da bolada, nem todo esse dinheiro é de uma nova distribuição; confira as datas para garantir os proventos.
TOUROS E URSOS #288
Isenção de LCIs e LCAs é ‘uma balela’, diz Felipe Salto, que defende a revisão do benefício no ajuste fiscal previsto para 2027. Economista-chefe da Warren Investimentos defende revisão de benefícios tributários e diz que a justificativa para manter a isenção de LCIs e LCAs não se sustenta.
O PREÇO DAS BETS
Mulheres viram novo alvo das bets: influenciadoras, renda extra e empoderamento estão no centro da nova estratégia das apostas. Além das bets e apostas esportivas tradicionais, plataformas como os populares "Tigrinho" e "Aviãozinho" ganharam espaço entre mulheres.
APOSENTADORIA PRECOCE
Movimento FIRE: conheça a ‘fórmula’ de quem quer se aposentar aos 40 (ou antes). Com milhões de adeptos, o movimento defende uma combinação de frugalidade, alta taxa de poupança e investimentos para antecipar em décadas a aposentadoria.
