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Sacre Investimentos
ColunistasACS
17/06/2026
9 min

O que um ex-BC diz sobre a decisão do Copom de hoje, a expectativa para o acordo entre EUA e Irã e o que mais move a bolsa de valores hoje

O que um ex-BC diz sobre a decisão do Copom de hoje, a expectativa para o acordo entre EUA e Irã e o que mais move a bolsa de valores hoje

O Banco Central está entre a cruz e a espada. Se na época das cruzadas, ponto de origem dessa expressão, a população estava dividida entre a autoridade religiosa e a força armada dos reinados, os dirigentes do BC precisam tomar hoje uma decisão igualmente difícil.

Por um lado, o conflito no Oriente Médio levou a um aumento na inflação em todo o mundo, por causa dos riscos prolongados envolvendo o suprimento de petróleo.

Esse efeito não deve se dissolver tão cedo, já que é pouco provável que o preço do combustível volte aos níveis anteriores no curto prazo, já que a retomada da produção em lugares que foram bombardeados será lenta. Esse seria um motivo para o BC manter os juros no nível atual, de 14,50% ao ano.

Afinal, esse é o instrumento usado para manter o aumento dos preços em linha, que pode prejudicar a economia e minar o poder de compra da população.

Por outro lado, Estados Unidos e Irã anunciaram no início desta semana que fecharão um acordo completo de paz, depois de meses de negociações que não iam a lugar nenhum e ameaças por parte dos líderes destes países.

Esse era um dos fundamentos que poderia levar o Banco Central a cortar a Selic, segundo as últimas comunicações da autoridade monetária. E o país pode se beneficiar de taxas mais leves, já que sofre com níveis recordes de endividamento recorde de consumidores e de recuperações judiciais e extrajudiciais de empresas.

Nenhuma das duas decisões — cortar ou não — vem sem consequências.

A repórter Monique Lima conversou com o ex-diretor do Banco Central Reinaldo Le Grazie, atualmente sócio da Panamby Capital, para entender qual a sua visão diante desse cenário difícil. Confira tudo nesta matéria aqui.

Esquenta dos mercados

É um pássaro? É um avião? Não, é a Super Quarta. Hoje, todos os holofotes estão voltados para os bancos centrais dos Estados Unidos e do Brasil, que decidem como ficam as taxas de juros nos dois países.

Mas, claro, os investidores seguem de olho no acordo de paz entre o governo norte-americano e iraniano, que deve ser assinado até o fim desta semana.

Depois da queda expressiva da véspera, com o anúncio do tratado, os preços do petróleo ganham fôlego nesta manhã.

Impulsionados pelo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), que prevê uma forte recuperação da demanda e da oferta da commodity em 2027, os contratos futuros do Brent chegaram a subir mais de 0,20%.

Já as bolsas asiáticas fecharam o pregão desta quarta-feira (17) majoritariamente em alta, com recordes no Japão e na Coreia do Sul.

O bom humor também contagia os mercados europeus, que amanhecem no azul. Por lá, os investidores digerem dados da inflação no Reino Unido abaixo do previsto.

Enquanto isso, em Wall Street o clima é de cautela, com os índices futuros de Nova York caminhando sem uma direção única.

Além da primeira reunião do novo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, os participantes dos mercados ainda acompanham dados das vendas do varejo norte-americano de maio.

Por aqui, a agenda econômica conta com a divulgação do IBC-Br do mês passado. O indicador é considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Outros destaques do Seu Dinheiro:

A CASA E A COR
O que a CasaCor tem a dizer sobre arte? Edição 2026 aponta para colecionismo sustentável e protagonismo de obras em projetos. Com valorização de cultura nacional e do trabalho manual, evento de decoração acerta ao propor um olhar humanizado e cotidiano sobre arte e colecionismo.

É CILADA?
Tesouro IPCA+ pagando 8% acima da inflação brilha os olhos? Não para a Legacy Capital. Entenda por que a gestora vai na contramão. Enquanto o mercado fica de olho nas taxas altas do Tesouro Direto, gestora prefere ficar de fora dos títulos indexados à inflação e recomenda o mesmo para a pessoa física.

DESCONTO EXCESSIVO?
Sabesp (SBSP3) caiu 20% na bolsa; agora, UBS BB diz que ação entrou em uma rara ‘janela de oportunidade’. Analistas veem potencial de valorização de 36% para SBSP3 e acreditam que o mercado está exagerando nos riscos.

A VISÃO DOS GESTORES
Pesquisa do BofA revela o campeão da Copa no bolão dos investidores — e os ativos que estão perdendo espaço nas carteiras. Além de eleger o favorito para levantar a taça do mundial, gestores globais revelaram quais setores estão comprando, quais estão abandonando e o que mais ameaça os mercados.

FIM DO DINHEIRO BARATO?
Juros no topo de 30 anos e bolsa na máxima: o que o aperto monetário no Japão muda para quem investe. O Banco do Japão elevou a taxa básica para 1% na terça-feira (16); entenda o impacto da decisão no iene, nos mercados asiáticos e para quem tem exposição à região.

ESQUEÇA AS BARRAS DE OURO
Ouro em promoção: 3 ações para comprar com desconto — uma delas é a aposta mais agressiva do BTG. Após uma das maiores correções recentes do ouro, banco recomenda compra de mineradoras latino-americanas que acumulam quedas de até 39%.

REESTRUTURAÇÃO
Estrela (ESTR3) tem recuperação judicial aceita pela Justiça; veja os próximos passos da fabricante de brinquedos. Pedido envolve a Estrela e outras sete empresas do grupo; companhia terá de apresentar um plano para reorganizar dívidas e reestruturar as operações.

ALÔ, ACIONISTA
WEG (WEGE3) vai distribuir R$ 438 milhões em JCP aos acionistas; veja a data limite para receber o provento. A companhia anunciou uma nova distribuição de juros sobre capital próprio e os investidores têm poucos dias para assegurar o direito ao pagamento.

LUPIN DA VIDA REAL?
US$ 102 milhões em joias desaparecidas: o recente roubo cinematográfico no Louvre que vai virar filme. O assalto de menos de sete minutos que desapareceu com joias da Coroa Francesa vai ganhar uma adaptação para as telonas.

COPO MEIO CHEIO OU MEIO VAZIO?
ChatGPT atinge marca de 1 bilhão de usuários ativos mensais em tempo recorde, mas está perdendo mercado para a concorrência. Boom das IAs leva ChatGPT a marca histórica de usuários, mas concorrência cresce com avanço do Claude no mercado.

FAÇA O QUE EU DIGO…
Luiz Barsi, maior investidor pessoa física da bolsa: “Investir é uma maratona, não uma corrida de 100 metros”. De origem humilde a bilionário, Barsi defende que a construção de patrimônio deve ter foco em disciplina, dividendos e visão de longo prazo.

CAMISA 10 RESERVA
Sem data para Neymar voltar a campo, mais da metade dos brasileiros ainda apoiam convocação para a Copa do Mundo. Resultado e atuação do Brasil na estreia dividem opiniões sobre o trabalho de Carlo Ancelotti à frente da Seleção.

AO INFINITO E ALÉM
Com histórico bilionário de bilheteria, Toy Story 5 tenta desbancar Super Mario Galaxy. Com Woody, Buzz e Jessie de volta, sequência de Toy Story 5 emerge como candidato a ultrapassar a bilheteria mundial de Mario.

DESTAQUES DA BOLSA
Braskem (BRKM5) desaba mais de 14% na bolsa após nova reviravolta em Maceió; o que está por trás do tombo da ação? Justiça aceita denúncia do MPF e adiciona mais pressão à petroquímica, que já enfrenta problemas financeiros relevantes.

MAIS DINHEIRO NO BOLSO
Tem Petrobras (PETR4) na carteira? Estatal turbina provento aos acionistas após atualização pela Selic. A companhia elevou o valor da segunda parcela dos juros sobre capital próprio e confirmou a data de pagamento dos proventos.

DE OLHO NA FARIA LIMA
TRXF11 avança no setor educacional e abocanha imóvel alugado ao Ibmec por R$ 130 milhões. Segundo a TRX Investimentos, gestora do FII, o ativo está situado próximo ao eixo corporativo da Faria Lima, uma das regiões mais valorizadas do mercado.

PRESENÇA FORTE EM SP
PMLL11 destrava compra do RBR Malls e aumenta carteira de shoppings; confira como fica o portfólio do FII. Com a transação, o Pátria Malls passa a ter exposição a três dos principais shopping centers da cidade de São Paulo.

ÁREA VIP
Quanto custa assistir a um jogo do Brasil na Copa do Mundo no camarote mais exclusivo da Arena Brasileira. Open bar, gastronomia assinada e vista privilegiada: como é a experiência no Backstage Mirante.

LOGO APÓS IPO GIGANTE
O CEO da Nvidia adora, Elon Musk comprou: quem é a empresa pela qual a SpaceX topou pagar US$ 60 bilhões? A companhia do agora trilionário Elon Musk anunciou a aquisição da Anysphere, desenvolvedora da ferramenta de programação com inteligência artificial Cursor.

NOVA INTERESSADA
Depois de Braskem (BRKM5), IG4 tem novo alvo: gestora quer comprar dívidas da Raízen (RAIZ4), diz agência. A gestora IG4 enviou cartas aos credores da companhia de energia, açúcar e etanol para comprar suas dívidas, e planeja criar um fundo para deter esses papéis, diz a Bloomberg.

COBRANÇA DE DÍVIDAS
CNJ muda regra das execuções e permite encerrar ações de bancos; confira mudanças. O texto busca aliviar a demanda do Judiciário, melhorando sua eficiência, e reforça que isso não significa perdão das dívidas.

ESTÃO BARATAS?
Estas empresas abriram o caixa para comprar as próprias ações na B3 — e podem disparar mais de 60%, segundo o JP Morgan. Companhias brasileiras estão recomprando os próprios papéis na bolsa em meio a valuations descontados. Para o banco, algumas podem surpreender nos próximos meses; veja as favoritas.

CONTEÚDO GLOBAL X
Em meio a tensões geopolíticas, Global X traz ao Brasil ETF que investe no setor de defesa; conheça. Gestora especializada em ETFs acaba de lançar três novos produtos no país; além de defesa, há portfólios dedicados ao ouro e à economia colombiana.

CARTEIRAS RECOMENDADAS
Potencial de lucro com ESG: Itaú (ITUB4), Raia Drogasil (RADL3), Orizon (ORVR3) e outras ações são recomendadas para investir agora. Analistas do BTG, XP, Itaú BBA e BB Investimentos atualizaram as carteiras recomendadas com princípios ambientais, sociais e de governança.

FEBRE EM PARIS
Das ruas ao ballet: qual o tênis de mais de R$ 1 mil que foi parar nos pés dos bailarinos da Ópera de Paris. Marca francesa dedicada a esportes alpinos se tornou queridinha do street style parisiense; e agora, calça os bailarinos da Ópera de Paris.

AutorKarin Salomão
FonteSeu Dinheiro
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