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Sacre Investimentos
EmpresasACS
09/08/2026
3 min

O terceiro maior lucro da história: a combinação explosiva que incendiou a Petrobras (PETR4)

O desempenho perde apenas para os resultados do quarto trimestre de 2020 e do segundo trimestre de 2022, de acordo com levantamento da Elos Ayta

O terceiro maior lucro da história: a combinação explosiva que incendiou a Petrobras (PETR4)

Quem olha para a queda de 3% das ações da Petrobras (PETR4) na sexta-feira (7) vê apenas um recorte do que a estatal apresentou na reta final da semana que acabou. O quadro todo mostra um pódio, com olucro do segundo trimestre entre os três maiores da história da petroleira.  

O lucro líquido de R$ 52,4 bilhões entre abril e junho deste ano deixou as projeções mais otimistas do mercado para trás e garantiu à Petrobras o terceiro maior lucro trimestral nominal já registrado pela companhia, ficando atrás apenas dos resultados do quarto trimestre de 2020 e do segundo trimestre de 2022. 

Segundo um levantamento realizado pela consultoria Elos Ayta, com base na série histórica dos balanços da estatal — valores nominais, sem ajuste pela inflação —, a medalha de bronze conquistada no segundo trimestre consagra um período rentável para a empresa. 

Posição  Período  Lucro Líquido (R$) 
1º lugar  4º Trimestre de 2020  59,9 bilhões 
2º lugar  2º Trimestre de 2022  54,3 bilhões 
3º lugar  2º Trimestre de 2026  52,4 bilhões 
Fonte: Elos Ayta 

O desempenho do segundo trimestre coroou um primeiro semestre memorável para os acionistas. No acumulado dos primeiros seis meses de 2026, a Petrobras já acumula um lucro líquido de R$ 85,1 bilhões. 

Para se ter uma dimensão do ritmo atual, esse valor equivale a 77,3% de todo o lucro obtido pela petroleira ao longo do ano de 2025, quando reportou R$ 110,1 bilhões. Na prática, a estatal precisou de apenas metade do tempo para quase igualar todo o resultado financeiro do ano passado. 

A combinação explosiva por trás do resultado 

Para alcançar esse patamar histórico, a Petrobras contou com um coquetel de fatores internos e externos favoráveis.  Segundo a CEO da estatal, Magda Chambriard, quatro pilares sustentaram essa performance impressionante no período

  • Produção recorde de petróleo: alta eficiência operacional no campo do pré-sal; 
  • Eficiência e gestão: otimização de custos operacionais nas refinarias e na cadeia logística; 
  • Redução do endividamento: menor impacto das despesas financeiras sobre o resultado final;
  • Barril acima de US$ 100: preços elevados da commodity no mercado internacional ao longo do trimestre. 

Além da eficiência da porta para dentro, a Petrobras colheu os frutos de um cenário internacional conturbado. A alta do petróleo no período foi impulsionada pela intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio, em especial decorrentes do escalamento do conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã. 

A escalada bélica elevou o prêmio de risco sobre a oferta global da commodity, mantendo as cotações do barril de Brent firmes acima dos três dígitos, o que expandiu drasticamente as margens e a rentabilidade de grandes produtoras globais como a Petrobras. 

Por que as ações da Petrobras caíram? 

Apesar do desempenho acima das projeções mais otimistas, as ações da Petrobras encerraram a sexta-feira (7) em queda.  

As preferenciais PETR4 recuaram 2,99%, a R$ 40,87, enquanto as ordinária PETR3 recuaram ainda mais: -3,42%, a R$ 45,69.  

O dado que explica as perdas também veio na explicação dos executivos da estatal sobre dividendos extraordinários. Segundo o diretor financeiro da companhia, o lucro recorde não vai resultar na distribuição adicional de proventos aos investidores até o final do ano.  

A prioridade, segundo Fernando Melgarejo, é investimento rentável seguido de uma gestão ativa da dívida da companhia. 

AutorCarolina Gama
FonteSeu Dinheiro
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