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Sacre Investimentos
EmpresasACS
23/10/2026
3 min

Oncoclínicas (ONCO3) avança em reestruturação e apresenta novo plano para renegociar R$ 5,7 bilhões em dívidas

Empresa avança na reestruturação financeira com um novo plano de recuperação financeira; proposta precisa passar por adesão dos credores

Oncoclínicas (ONCO3) avança em reestruturação e apresenta novo plano para renegociar R$ 5,7 bilhões em dívidas

A Oncoclínicas (ONCO3) deu mais um passo em seu processo de reestruturação financeira. A companhia aprovou uma nova versão de seu plano de recuperação extrajudicial, após meses de negociações com credores e outros agentes envolvidos na operação.

O documento, divulgado nesta sexta-feira (23), substitui a proposta apresentada em agosto e abrange cerca de R$ 5,7 bilhões em créditos quirografários, aquelas dívidas sem garantias. Na versão anterior, o valor envolvido era de R$ 5,1 bilhões.

A proposta oferece diferentes também caminhos para os credores, como:

  • a troca de parte da dívida por novos títulos,
  • o alongamento dos prazos de pagamento,
  • a entrega de ativos,
  • a emissão de debêntures conversíveis e
  • a possibilidade de quitação parcial por meio de ações da própria companhia.

Apesar do avanço, o plano ainda depende da adesão dos credores para seguir adiante. Caso o quórum exigido pela legislação seja alcançado, a proposta seguirá para homologação judicial.

Em entrevista ao Pipeline, do Valor Econômico, o CEO da companhia, Carlos Gil, afirmou que o acordo foi resultado de uma negociação ampla.

"Foi uma construção complexa, que envolve não só credores e diretoria, mas operadoras de saúde, farmacêuticas e nosso corpo clínico".

Segundo o CFO Maurício Hasson, o modelo aprovado foi o mais viável diante das circunstâncias da empresa.

"Não estamos numa companhia privada nem pacificada, então avançamos com o formato que mais se adequava."

O executivo também reconheceu que alguns pontos ainda dependerão de aprovações posteriores.

A emissão de debêntures conversíveis e a implementação de determinadas etapas do plano precisarão passar pelo crivo dos órgãos competentes e do conselho de administração após a homologação judicial, por exemplo.

Enquanto busca resolver sua estrutura de capital, a Oncoclínicas continua no radar do mercado por outro motivo:a possibilidade de uma OPA bilionária para fechamento de capital, tema que vem sendo acompanhado de perto por investidores.

Como a empresa chegou à recuperação?

Os problemas da Oncoclínicas remontam ao período posterior ao IPO realizado em 2021. Com recursos captados na bolsa, a companhia acelerou sua expansão para além de clínicas focadas em diagnóstico, radioterapia e quimioterapia.

A estratégia incluiu a aquisição de hospitais e a entrada em áreas mais complexas da cadeia de atendimento oncológico. O plano, porém, encontrou obstáculos operacionais e financeiros.

Sem a mesma expertise que possuía na área exclusivamente oncológica, a empresa enfrentou dificuldades para integrar e gerir as novas operações. O resultado foi um aumento da pressão sobre margens, geração de caixa e endividamento, culminando na necessidade de uma ampla renegociação com credores.

AutorRenan Dantas
FonteSeu Dinheiro
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