Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
EmpresasACS
24/08/2026
3 min

Oncoclínicas (ONCO3): O que está por trás da disparada de até 52% nesta segunda-feira (24)?

As ações da Oncoclínicas (ONCO3) operam em disparada no pregão desta segunda-feira (24), na véspera do julgamento sobre a necessidade de oferta pública de ações (OPA) por parte da Centaurus Capital. A área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já havia descartado essa necessidade, no entanto, a gestora Latache e acionistas minoritários contestaram a […]

Oncoclínicas (ONCO3): O que está por trás da disparada de até 52% nesta segunda-feira (24)?

As ações da Oncoclínicas (ONCO3) operam em disparada no pregão desta segunda-feira (24), na véspera do julgamento sobre a necessidade de oferta pública de ações (OPA) por parte da Centaurus Capital.

A área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já havia descartado essa necessidade, no entanto, a gestora Latache e acionistas minoritários contestaram a avaliação e agora a decisão vai para o colegiado.

Segundo informações do Valor Econômico, existe expectativa de que o colegiado dê voto favorável à OPA. A Centaurus já teria entrado com pedido de arbitrarem contra a Latache, sendo que esta última pode levantar cerca de R$ 1,5 bilhão com a operação, conforme o jornal.

Na Bolsa, por volta de 14h40 (horário de Brasília), o avanço das ações era de 40,87%, cotadas a R$ 1,62. Na máxima do dia, até esse horário, o avanço chegou a 52%. Acompanhe o tempo real.



Entenda o imbróglio

O julgamento sobre a OPA envolve três personagens principais, além da própria Oncoclínicas e seus acionistas minoritários: a gestora Latache, a gestora americana Centaurus e o Goldman Sachs.

A apuração conduzida pela CVM quer definir se existe a necessidade de realização de uma OPA devido a uma reorganização societária feita pela Oncoclínicas em novembro de 2024, que pode ter disparado o mecanismo de poison pill.

Esse mecanismo protege os direitos dos acionistas minoritários em caso de mudanças no controle da empresa ao estipular a obrigatoriedade da realização de uma OPA sempre que um investidor adquirir uma participação acionária superior a 15%.

Uma reorganização societária fez com que o fundo Josephina III, veículo da gestora Centaurus, passasse a deter diretamente 31,83% do capital da Oncoclínicas, o que, em teoria, dispararia o poison pill e deveria dar aos demais acionistas a chance de vender as ações nas mesmas condições.

Os minoritários da Oncoclínicas pleiteavam a realização da OPA. A leitura é de que a Centaurus deveria ter proposto uma oferta pelas ações após adquirir fatia do Goldman Sachs na empresa.

No entanto, a área técnica da CVM inicialmente entendeu que o mecanismo não foi acionado, uma vez que a Centaurus já detinha, de forma indireta como cotista dos fundos do Goldman, participação superior a 15% na rede de tratamento oncológico desde 2018, permanecendo com uma participação relevante quando houve a abertura de capital, em 2021.

Tendo em vista que o estatuto prevê que os acionistas com participação relevante antes do IPO se isentam da poison pill, a reorganização pode ser lida não como a entrada de uma participação relevante, mas como a reorganização do que já existia.

AutorLorena Matos
FonteMoney Times
Distribuído por