Onda de calor na França: mais de 90 pessoas morreram afogadas desde 19 de junho, diz autoridade

A França registrou um aumento de mortes por afogamento durante a onda de calor que atingiu o país a partir de 19 de junho, com impacto concentrado em períodos de temperaturas extremas.
Segundo a ministra do Esporte, Marina Ferrari, o total supera "mais de 90 pessoas", número classificado como "inquietante" e associado ao pico de calor.
As autoridades apontam que a redução das temperaturas nas últimas semanas acompanhou a queda dos casos. Em entrevista à emissora RMC, Ferrari afirmou que o movimento indica relação direta com a busca por alívio térmico durante o período mais quente.
A ministra destacou ainda condutas de risco identificadas durante a crise climática, como saltos de pontes em rios e banhos em canais sem presença de salva-vidas. Ela também reconheceu a limitação de infraestrutura de lazer aquático no país, com destaque para regiões rurais, onde reformas em piscinas enfrentam entraves operacionais. O governo, segundo Ferrari, atua para ampliar a atratividade da profissão de salvamento aquático.
A agência pública de saúde da França informou na semana passada que, entre 24 e 26 de junho, foram registradas cerca de 1.000 mortes acima do esperado para o período de três dias. O dado integra o balanço parcial dos impactos da onda de calor já encerrada no país.
Cerca de 85% dos óbitos envolveram pessoas com 65 anos ou mais, com concentração dos casos em domicílios.
Temperaturas na França e previsão meteorológica
Os serviços meteorológicos indicam que uma nova elevação das temperaturas deve atingir a França nos próximos dias, com máximas acima de 30 graus em grande parte do território e picos superiores a 35 graus no sul. As áreas mais afetadas incluem Languedoc-Roussillon e regiões próximas a Toulouse e Bordeaux.
A Météo France projeta manutenção de condições atmosféricas favoráveis à permanência de um anticiclone ao longo da próxima semana, o que sustenta temperaturas "significativamente acima das normais no conjunto do país". O órgão afirma, no entanto, que ainda não é possível definir "a intensidade do forte calor" esperado.
