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InvestMercadosACS
03/09/2026
4 min

Onde a renda fixa ganhou em agosto? Veja os 10 maiores retornos

Índice ligado ao Tesouro IPCA de dez anos teve a maior alta entre os indicadores da B3 em agosto

Onde a renda fixa ganhou em agosto? Veja os 10 maiores retornos

Quem apostou em proteção contra a inflação levou a melhor na renda fixa da B3 em agosto. Enquanto investidores ainda discutem se é melhor travar juros longos ou permanecer no pós-fixado, os títulos atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltaram a se destacar.

O principal exemplo foi o Índice B3 Tesouro IPCA Prazo 10 anos (TP10), que avançou 1,78% no mês, a maior alta entre os dez índices de renda fixa monitorados pela B3, segundo levantamento divulgado pela própria bolsa.

O resultado mostra que, em agosto, as estratégias ligadas à inflação estiveram entre as que mais entregaram retorno na renda fixa. Dos cinco primeiros colocados do ranking, quatro têm exposição direta a títulos públicos ou contratos relacionados ao IPCA.

TP10 lidera ranking da renda fixa

O Tesouro IPCA 10 anos funciona como um termômetro para quem investe no Tesouro IPCA de longo prazo. São papéis que costumam atrair investidores com objetivos como aposentadoria e formação de patrimônio, além de quem busca fugir da volatilidade da bolsa.

Para quem prefere investir por meio de fundos, o índice tem como referência o fundo de índice (ETF, em inglês) NB1011, negociado na bolsa como uma ação. O investidor consegue, assim, ganhar exposição a uma cesta de títulos sem precisar comprar cada papel separadamente.

Logo atrás apareceu outro índice ligado à inflação. O Índice DAP5, conhecido pelo código IDAP5, subiu 1,48% em agosto. O indicador acompanha o desempenho dos contratos futuros de Cupom IPCA com prazo de cinco anos, que refletem as expectativas do mercado para os juros reais.

O ETF BDAP11 é o principal produto que espelha esse movimento e permite que pessoas físicas tenham acesso à estratégia de forma mais simples.

A terceira posição ficou com o Índice de Debêntures Incentivadas Ultra Qualidade IPCA (Idic), que valorizou 1,47% no mês. O indicador acompanha uma carteira de debêntures incentivadas de empresas com boa qualidade de crédito, com remuneração atrelada ao IPCA.

Inflação também aparece nos prazos menores

Os prazos menores dos índices também entregaram retorno em agosto. O Índice de Títulos Públicos de Prazo Curto 2 anos (TP02) subiu 1,35%, enquanto o Índice de Títulos Públicos de Prazo Curto 5 anos (TP05) avançou 1,31%.

Os dois indicadores servem de referência para investidores que preferem não deixar o dinheiro aplicado por uma década inteira. Os ETFs NB0211 e NB0511 são os produtos associados a essas estratégias.

Crédito privado também se destaca

No universo das debêntures, dois índices chamaram atenção mesmo sem estarem diretamente ligados à inflação. O Índice de Debêntures Ultra Qualidade DI (Ideu) subiu 1,28% em agosto e conta com o ETF MARG11 como principal veículo de investimento.

Já o Índice de Debêntures AAA DI (Ideb) avançou 1,26%. O indicador acompanha o desempenho de debêntures com classificação de risco de crédito AAA, a nota máxima das agências de rating; e remuneração composta por DI, taxa que acompanha de perto a Selic, mais um spread, que é uma taxa adicional paga ao investidor pelo risco do título.

Completam o ranking dos dez índices de renda fixa com melhor desempenho em agosto o TSLL, com alta de 1,18%; o TSLC, também com valorização de 1,18%; e o ILFB, que fechou o mês com ganho de 1,16%.

Ranking da renda fixa em agosto

Posição Índice Variação em agosto ETF de referência
TP10 1,78% NB1011
IDAP5 1,48% BDAP11
IDIC 1,47%
TP02 1,35% NB0211
TP05 1,31% NB0511
IDEU 1,28% MARG11
IDEB 1,26%
TSLL 1,18% LFTX11
TSLC 1,18% NCDI11
10º ILFB 1,16% LFIX11

O que esses índices têm a ver com o investidor?

A utilidade desses índices para o investidor pessoa física fica mais clara quando entram em cena os ETFs. Em vez de comprar individualmente os títulos públicos ou as debêntures que compõem um índice, o investidor pode adquirir cotas do ETF correspondente, da mesma forma que compra uma ação na bolsa.

Com uma única operação, o dinheiro é distribuído entre os diferentes papéis que compõem a estratégia. Esse tipo de produto vem ganhando espaço por simplificar a construção de uma carteira de renda fixa.

Para quem não tem tempo, conhecimento técnico ou volume de capital para montar uma carteira diversificada sozinho, os ETFs podem facilitar o acesso a diferentes estratégias.

"À medida que novos índices ganham relevância e despertam interesse dos investidores, eles podem servir de base para o lançamento de novos produtos, ampliando o acesso a estratégias antes restritas a investidores institucionais", de acordo com comunicado da B3.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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