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Bolsa e dólarFIN
12/06/2026
3 min

Onde os gestores estão colocando dinheiro? Pesquisa da Empiricus aponta os setores favoritos da bolsa

Onde os gestores estão colocando dinheiro? Pesquisa da Empiricus aponta os setores favoritos da bolsa

Quem acompanha o mercado financeiro já percebeu que a bolsa brasileira atravessa um período de maior seletividade. A saída de recursos estrangeiros, o aumento das incertezas no cenário internacional e a perspectiva de juros elevados criaram um ambiente mais complexo para os investidores.

Mas isso não significa que os gestores locais tenham perdido a confiança nos ativos nacionais.

Segundo pesquisa mensal realizada pela Empiricus Research com gestores de fundos de ações long only — estratégia focada em empresas com potencial de valorização no longo prazo —, a percepção para a bolsa segue construtiva em junho.

O levantamento mostra que ainda há disposição para investir, embora a preferência esteja concentrada em setores específicos e empresas consideradas mais previsíveis. Nesse contexto, utilidades públicas e financeiro continuam liderando a lista dos segmentos mais bem avaliados pelas gestoras.

A leitura mais favorável para esses setores ajuda a explicar por que eles também ocupam espaço relevante nas carteiras. Segundo a Empiricus, a preferência reflete a busca por empresas com resultados mais previsíveis e maior resiliência em um ambiente econômico ainda cercado por incertezas.

Além deles, as gestoras demonstram uma visão positiva para aluguel de veículos e logística, infraestrutura, petróleo e gás, saúde e alguns segmentos do setor imobiliário. Por outro lado, alimentos e bebidas permanece entre os setores com pior percepção relativa.

  • Vale frisar que a avaliação é relativa. Segundo a Empiricus, um setor destacado em vermelho no mapa de calor não necessariamente enfrenta uma percepção negativa, mas apenas menos favorável do que a observada em outros segmentos da bolsa.

Setor financeiro domina as maiores posições

A preferência dos gestores por determinados setores não fica apenas no discurso. Quando questionadas sobre qual é a principal posição de seus portfólios, as gestoras apontaram novamente o setor financeiro como o favorito.

A participação do segmento subiu de 41% para 48% das respostas em junho, atingindo o maior nível da série recente. Já utilidades públicas avançou de 23% para 29%.

Juntos, os dois setores respondem por 77% das maiores posições das carteiras analisadas pela pesquisa.

Enquanto isso, petróleo e gás deixou de aparecer como principal posição dos portfólios após registrar participação de 14% em abril e maio. O varejo também perdeu espaço, com sua participação recuando de 14% para 10%.

A bolsa caiu 15% — o que você deve fazer agora? | Gilberto Nagai (SulAmérica Investimentos)

Gestores voltam a correr mais risco

A pesquisa também mostra que os gestores estão gradualmente voltando a aumentar a exposição à bolsa brasileira.

Um dos sinais desse movimento foi a redução do caixa médio das carteiras, que caiu de 9,7% para 7,5%, retornando para perto da média histórica de 7,1%.

A confiança também aparece nas expectativas de retorno. A taxa interna de retorno (TIR) real média das carteiras ficou em 17,4%, acima da média histórica de 13,8%.

O indicador funciona como uma estimativa do potencial de ganho dos investimentos descontada a inflação e sugere que os gestores continuam enxergando espaço para valorização das empresas presentes em seus portfólios.

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Ao mesmo tempo, o perfil das companhias escolhidas não mudou significativamente.

A alavancagem média das empresas das carteiras voltou para 1,5 vez dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), indicador amplamente utilizado para medir o nível de endividamento corporativo.

O patamar está alinhado à média histórica observada pela pesquisa. Vale lembrar que o levantamento foi realizado entre os dias 2 e 9 de junho.

AutorLarissa Bernardes
FonteSeu Dinheiro
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