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02/08/2026
3 min

Opep+ aprova aumento de 188 mil barris por dia na produção de petróleo

Decisão de sete países conclui retirada de um dos pacotes de cortes da oferta e ocorre em meio à guerra no Oriente Médio

Opep+ aprova aumento de 188 mil barris por dia na produção de petróleo

Sete integrantes da Opep+aprovaram neste domingo, 2, um novo aumento na produção de petróleo. Reunidos por videoconferência, Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã decidiram elevar a oferta em 188 mil barris por dia a partir de setembro.

Em comunicado, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou que os países participantes aplicarão um ajuste de 188 mil barris diários, repetindo o volume adotado nos meses anteriores. A decisão já era esperada pelo mercado.

Retirada dos cortes entra na fase final

Para Jorge León, analista da Rystad Energy, a Opep+ concluiu a retirada de seus cortes voluntários de produção. Segundo ele, o próximo desafio será administrar um possível excedente de oferta à medida que os fluxos de exportação forem normalizados.

O analista ponderou, no entanto, que a decisão deve ter efeito limitado no curto prazo. Isso porque o Estreito de Ormuz continua restrito, e o impacto mais significativo sobre o mercado dependerá da retomada dos fluxos regulares de exportação.

Os países do Golfo seguem enfrentando dificuldades para ampliar as exportações devido ao fechamento de fato do Estreito de Ormuz pelo Irã durante a guerra no Oriente Médio. Houve apenas um aumento temporário do tráfego marítimo após a assinatura, em junho, de um memorando de entendimento entre a República Islâmica e os Estados Unidos.

Giovanni Staunovo, analista do UBS, afirmou que vários integrantes da Opep+ não conseguem atingir suas metas oficiais de produção por causa da redução da capacidade produtiva. Segundo ele, isso reduz o impacto prático da elevação das cotas.

Grupo avalia pausa após setembro

O aumento aprovado para setembro conclui a retirada do segundo de três pacotes de cortes de produção adotados pela Opep+.

Na avaliação de Jorge León, o grupo não tem motivos para acelerar novas mudanças na oferta após concluir esse processo. A expectativa da Rystad Energy é de uma pausa no quarto trimestre, enquanto os países se preparam para discutir as cotas de produção para 2027.

Alguns integrantes, como o Iraque,defendem um aumento mais expressivo da produção. A Rússia, por outro lado, enfrenta ataques de drones ucranianos contra sua infraestrutura petrolífera, o que reduziu sua produção para cerca de nove milhões de barris por dia, abaixo da meta de 9,8 milhões de barris diários.

Entre o fim de 2022 e 2023, a Opep+ implementou três rodadas de cortes para conter a queda dos preços do petróleo, reduzindo a oferta em quase seis milhões de barris por dia. Posteriormente, Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia, Omã e Emirados Árabes Unidos — antes da saída do país do grupo em 1º de maio — passaram a adotar uma estratégia de aumento gradual da produção a partir de 2025.

*Com AFP

AutorDa redação, com agências
FonteExame
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