Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
Economia
31/08/2026
2 min

Orçamento de 2027 prevê inflação de 3,6% para o próximo ano

O índice faz parte dos parâmetros utilizados pelo governo para projetar receitas, despesas e outras variáveis econômicas do próximo ano

Orçamento de 2027 prevê inflação de 3,6% para o próximo ano

O Governo Federal divulgou nesta segunda-feira, 31, que o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 prevê inflação medida pelo IPCA de 3,60% no ano. O índice faz parte dos parâmetros utilizados pelo governo para projetar receitas, despesas e outras variáveis econômicas do próximo ano.

A proposta é enviada pelo presidente da República ao Congresso Nacional que estima quanto o governo federal deverá arrecadar e define como esses recursos poderão ser gastos no ano seguinte.

Ela deve ser encaminhada ao Legislativo até 31 de agosto e, depois de analisada e aprovada pelos parlamentares, dá origem à Lei Orçamentária Anual (LOA).

Os grandes números do PLOA 2027

O PLOA prevê R$ 7,45 trilhões em orçamento total para 2027. Desse montante, R$ 3,42 trilhões correspondem às despesas primárias, enquanto R$ 3,82 trilhões são despesas financeiras. O limite de despesas primárias foi fixado em R$ 2,5 trilhões, R$ 183,8 bilhões acima do limite de 2026.

Entre as principais dotações, estão R$ 272,2 bilhões para a Saúde, R$ 141,2 bilhões para a Educação e R$ 133,8 bilhões para investimentos. O governo também prevê um salário mínimo de R$ 1.741 no próximo ano e trabalha com um superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões.

Inflação projetada ajuda a definir o tamanho do Orçamento

A projeção de inflação é uma das variáveis utilizadas pelo governo para montar o PLOA, pois tem impacto direto sobre algumas despesas públicas.

Em declarações anteriores sobre o Orçamento de 2027, o governo já havia indicado que a contenção do crescimento das despesas obrigatórias seria uma das estratégias para cumprir a meta fiscal.

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que gastos obrigatórios, emendas parlamentares e vinculações legais, incluindo recursos para a saúde, deverão crescer abaixo do limite estabelecido pelo arcabouço fiscal.

Segundo Moretti, essa desaceleração abriria espaço para despesas discricionárias e ajudaria o governo a entregar um resultado primário positivo em 2027. O ministro afirmou ainda que, se necessário, o Executivo poderá fazer contingenciamento de despesas para buscar o centro da meta fiscal.

AutorPaloma Lazzaro
FonteExame
Distribuído por