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Sacre Investimentos
ColunistasACS
24/06/2026
9 min

Os bilhões em recompras de ações, o problema do BC e o que mais move os mercados hoje

Os bilhões em recompras de ações, o problema do BC e o que mais move os mercados hoje

A instalação "Can't help myself", dos artistas chineses Sun Yuan e Peng Yu, consiste em um braço robótico armado com um rodo de borracha. Foi feita em 2016 para o museu Guggenheim.

Preso em uma caixa de acrílico, o robô tenta incessantemente conter um líquido vermelho escuro que sai de si mesmo. Mas, pela sua natureza viscosa, o líquido continua escorrendo.

Dessa forma, o robô tem um trabalho perpétuo ao tentar trazer de volta essa parte de si mesmo. É até melancólico observar esse movimento, e imaginar como ele reflete partes da nossa vida. Há várias interpretações possíveis: a prisão em tarefas repetitivas, a inutilidade de tentar controlar o inevitável, entre outras.

Diversas empresas abertas na bolsa de valores também estão em um processo de puxar de volta partes de si mesmas. Depois de distribuir ações em IPOs, ofertas subsequentes ou por outros mecanismos, as companhias negociadas entendem que é hora de trazer esses papéis de volta para dentro.

No momento, há R$ 81 bilhões em programas de recompras de ações abertos na B3. E é um trabalho contínuo, já que cerca de R$ 71,1 bilhões ainda podem ser retirados de circulação da bolsa nos próximos meses.

A repórter Camille Lima conversou com especialistas no mercado financeiro para tentar entender por que esse movimento está mais forte agora. Confira nesta matéria aqui.

BC nas trincheiras? Juros, inflação e o gatilho que pode levar o dólar de volta aos R$ 6

O possível fim da guerra entre Estados Unidos e Irã reduz uma das maiores tensões geopolíticas recentes, mas deixa um legado de incerteza: petróleo pressionado, inflação no radar e dúvidas sobre os próximos passos dos Bancos Centrais.

No Touros e Ursos #276, Flávio Serrano, economista-chefe do Banco BMG, explica como o conflito impacta a economia global e revela o que esperar para os juros no Brasil e nos Estados Unidos.

E tem mais: no tradicional bloco Touros e Ursos, entram em pauta o caso Jaques Wagner, petróleo, comunicado do BC, dólar, juros no Brasil e, em clima de Copa, os destaques envolvendo Neymar, Cristiano Ronaldo e Cabo Verde.

Quer entender em detalhes como esse assunto impacta o seu bolso e investimentos? Então assista ao episódio completo aqui.

Esquenta dos mercados

Com a normalização do trânsito marítimo no Estreito de Ormuz e a contínua queda dos preços do petróleo, o setor de tecnologia volta a roubar as atenções dos investidores.

Em meio às preocupações com os altos investimentos em inteligência artificial (IA), as bolsas asiáticas despencarem nos últimos dias. Já nesta quarta-feira (24), os mercados do outro lado do mundo fecharam o pregão sem direção única, com recuperação parcial das ações na Coreia do Sul.

As gigantes de semicondutores Samsung Electronics e SK Hynix subiram 9,84% e 0,98%, respectivamente, depois de terem caído mais de 12% no pregão anterior. Já o índice japonês Nikkei seguiu em trajetória de queda.

Enquanto isso, os índices europeus amanhecem no vermelho, sob pressão do setor de defesa. Isso porque o governo da Alemanha informou que pretende desistir do maior projeto da Marinha do país, que tinha como objetivo a construção de um novo modelo de navio de guerra.

Já Wall Street inicia a sessão de hoje em alta, com os índices futuros de Nova York em busca de recuperação após a forte queda da véspera.

Por lá, os investidores estarão de olho na divulgação dos resultados dos testes de estresse bancários pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), dos dados de vendas de moradias novas e dos estoques de petróleo.

No Brasil, a agenda econômica fica mais esvaziada, com destaque apenas para o BC, que apresenta o Questionário Pré-Copom de junho, e a divulgação da Pesquisa Industrial Anual pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outros destaques do Seu Dinheiro

PREMIUM EM DEBATE
Caoa Changan CS75 e o paradigma de que premium precisa ser caro. Novo SUV médio nacional chega a preço de SUV compacto e, embora não seja eletrificado, entrega elementos de nível superior.

VÁ COM CALMA
Leilão cancelado, Copom confuso, IPCA+10%: os incêndios que o Tesouro Nacional tenta controlar e como isso afeta as taxas do Tesouro Direto. Órgão público tenta apaziguar os humores dos agentes financeiros, que ficaram mais reticentes em relação ao controle da inflação e das contas públicas.

RENDA PASSIVA
Reinvestir dividendos faz diferença no bolso? Estudo mostra efeito no retorno de Petrobras (PETR4), Vale (VALE3) e Banco do Brasil (BBAS3). Relatório da XP mostra que o “efeito bola de neve” do reinvestimento tem potencial de mais do que dobrar o retorno com os anos.

GIGANTE NA COPA DO MUNDO
A busca pelo ‘novo Messi’ revela um erro comum na sucessão de carreiras dentro das empresas. Enquanto já existem discussões se Mbappé ou Haaland serão as próximas estrelas do futebol, especialista diz que substituição de bons profissionais é um erro em diferentes carreiras.

FREIO DE MÃO PUXADO?
Banco do Brasil (BBAS3) pisa no freio, Caixa e BNDES aceleram: o alerta da Moody’s para os bancos públicos. Agência de classificação de risco comparou a postura do BB, Caixa e BNDES em um ambiente de juros altos e famílias endividadas; veja onde estão os riscos agora.

MERCADOS
O boom da IA vira onda de perdas globais: Coreia do Sul cai 10%, Nasdaq afunda, mas Ibovespa resiste. O otimismo com os investimentos em inteligência artificial, que empurrou os principais índices do mercado para máximas históricas, dá lugar a uma combinação de fatores macroeconômicos e de mercado que leva os investidores a ativarem o modo de aversão ao risco.

ALÔ, ACIONISTA
Dividendos no radar: Bradesco (BBDC4) libera novo JCP de R$ 3,5 bilhões; veja quem mais paga proventos. Banco definiu valor bruto por ação e informou cronograma de pagamento que vai até janeiro de 2027.

ESTILO DE VIDA TRILIONÁRIO
Onde um trilionário moraria? Conheça as propriedades de Elon Musk. Do luxo em Los Angeles a uma vida mais discreta no Texas, o trilionário fez escolhas incomuns em relação a seus imóveis ao longo dos anos.

A EXCEÇÃO?
Ação barata e crescimento acelerado: 3Tentos (TTEN3) desafia crise do agro e pode ser oportunidade, diz o BTG. Expansão de lojas e avanço no etanol de milho ainda não estão totalmente refletidos no preço das ações, e banco vê melhora nas projeções de lucro.

ENTRE TERRITÓRIOS
O que esperar do novo menu degustação do Metzi, que une México e Brasil em nove tempos. Seis anos e diversos prêmios depois, Metzi reforça conexão latina com uma degustação cartográfica.

ABAIXO DO ESPERADO
Deixou dinheiro na mesa? MRV (MRVE3) avança em se livrar do ‘problema Resia’, mas preço da venda de ativos incomoda. A venda de dois empreendimentos no Texas por R$ 716 milhões ajuda a reduzir a alavancagem da companhia, mas o desconto levantou dúvidas entre analistas.

DE OLHO NO GOLFO
Petrobras (PETR4) quer repetir no México a fórmula do pré-sal e firma acordo estratégico com a Pemex. Memorando de entendimento entre estatais abre caminho para projetos conjuntos em exploração de petróleo, refino, petroquímica e combustíveis de menor emissão de carbono.

DE VOLTA
Noma, o restaurante mais influente do mundo, vai reabrir após polêmicas com chef e ex-funcionários. Após escrutínio público sobre a cultura interna da cozinha, o Noma se prepara para reabrir com mudanças na estrutura de poder do chef René Redzepi.

O QUE PREOCUPA?
Inter (INTR) ficou barato? Itaú BBA corta preço-alvo e diz o que ainda trava uma alta das ações. Analistas reduzem projeções de lucro e veem pressão nas provisões com a maturação de novas carteiras; saiba o que esperar agora.

QR CODE DA DISCÓRDIA
Professora diz ser a inventora do Pix — e agora processa o Banco Central por suposta violação de direito autoral. Banco Central contesta acusação e nega qualquer violação de direitos autorais no processo que levou à criação do Pix. Segundo o BC, já existiam na época sistemas de pagamento móveis similares ao método registrado pela autora da ação.

GOVERNANÇA CORPORATIVA
Vale (VALE3): Previ promete levar disputa pelo comando do conselho aos acionistas após decisão que causou “desconforto”. Fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil contesta decisão do Conselho de Administração e mantém apoio à troca do presidente do colegiado.

NA PONTA DO LÁPIS
Aluguel de imóveis comerciais tem maior alta em 14 anos, mas rentabilidade ainda perde para os juros, mostra FipeZAP. As taxas se mantiveram abaixo do retorno médio projetado de aplicações financeiras atrelados à taxa de juros real, que segue em patamares historicamente elevados.

CORTE DE GASTOS
Mais uma companhia aérea corta refeições na classe econômica e passa a cobrar por elas. Cortes no serviço de bordo de mais uma companhia aérea refletem mudanças no modelo de negócios do setor.

SUCESSÃO
Planejamento sucessório bem feito facilita acesso a herança e evita litígios em momento delicado. Diante da demora e complexidade dos processos de sucessão, medidas extrajudiciais podem ser uma alternativa para proteger o patrimônio.

COPO MEIO VAZIO
Heineken anuncia brasileiro como seu novo CEO: saiba quem é o executivo que tentará reerguer a companhia. O brasileiro chega à empresa holandesa com o desafio de colocar a empresas nos trilhos do crescimento, com um mercado de cerveja em desaceleração.

NOVO CAPÍTULO
Aumento do teto do MEI está mais perto de sair do papel? Governo federal deve enviar uma proposta ainda nesta semana. Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, diz que a nova proposta busca garantir o equilíbrio fiscal e atender à necessidade dos microempreendedores.

SEM HORMÔNIO
Adeus, ondas de calor? O que faz o fezolinetanto, tratamento para menopausa inédito no Brasil e recém-aprovado pela Anvisa. Após a aprovação da Anvisa, o fezolinetanto pode ampliar as opções de tratamento para mulheres em menopausa.

BC NA LUPA
O que o Copom disse sobre o futuro da Selic, depois de comunicado confuso ao cortar a taxa para 14,25% ao ano. O BC explica por que não reagiu integralmente à piora do cenário. Mercado acredita que o Copom seguirá em ritmo de cortes, que serão calibrados de olho no cenário econômico.

SÓCIO DE SAÍDA
Fundo quer zerar posição na Espaçolaser (ESPA3) e sair do controle; oferta de ações pode movimentar até R$ 37 milhões. O Magnólia FIP protocolou uma oferta secundária para vender até 6,1 milhões de ações da Espaçolaser; entenda o que esperar agora.

AutorKarin Salomão
FonteSeu Dinheiro
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