Os gringos estão de volta? Fluxo estrangeiro na bolsa fica positivo em julho

O fluxo de capital estrangeiro na B3 está positivo em julho. Em 11 pregões até o último dia 15 (último dado disponível), o gringo comprou mais do que vendeu em 7 sessões, resultando em um saldo acumulado de R$ 2,3 bilhões.
O dia de maior entrada foi 10 de julho, com ingresso de R$ 1,52 bilhões, o melhor resultado do mês e responsável por mais da metade do saldo positivo acumulado no período. Já a maior saída ocorreu em 8 de julho, quando o estrangeiro retirou R$ 607,62 milhões da bolsa brasileira.
Maio e junho: meses de saída, mas com sessões pontuais de compra
O resultado de julho contrasta com os dois meses anteriores, quando o fluxo estrangeiro fechou no negativo.
Em maio, de um total de 20 sessões, o investidor estrangeiro foi comprador líquido em apenas uma, no dia 8, quando entraram R$ 118,78 milhões. Nos demais 19 pregões do mês, houve saída de capital, resultando em um saldo mensal negativo de R$ 14,9 bilhões.
Em junho, o cenário foi um pouco menos adverso: das 21 sessões, o estrangeiro comprou em 7 delas — dias 8, 15, 17, 18, 26, 29 e 30 —, mas não o suficiente para reverter o saldo mensal, que fechou negativo em R$ 7,78 bilhões. A mudança de comportamento acompanha o maior protagonismo do investidor local observado no período.
Fluxo do ano: pico em abril, queda de quase 48% desde então
No acumulado de 2026, o fluxo estrangeiro segue positivo em R$ 36,14 bilhões até 15 de julho. Mas o número está bem distante do pico alcançado em 2026.
Esse número foi atingido em 14 de abril, quando o saldo positivo no ano chegou a R$ 69.07 bilhões — impulsionado, entre outros fatores, por uma entrada isolada de R$ 8,4 bilhões registrada em 9 de abril, a maior diária do ano. O movimento seguiu o ritmo já registrado em janeiro, quando a B3 teve o maior fluxo mensal da história.
Desde então, o fluxo estrangeiro acumulado caiu R$ 32,93 bilhões, uma retração de aproximadamente 47,7% em relação ao pico, puxada pelas fortes saídas registradas em maio e em junho, período em que a guerra entre EUA, Israel e Irã elevou a aversão a risco nos mercados emergentes.
