Os planos da Unem para avançar com etanol no tanque e o futuro com a nova reforma tributária
Se a produção cresce em ritmo acelerado, o desafio do setor de etanol agora está do outro lado da bomba. A avaliação da União Nacional do Etanol de Milho (Unem) é que a indústria precisa convencer mais brasileiros a trocar a gasolina pelo etanol para sustentar a expansão dos investimentos realizados nos últimos anos. Segundo […]

Se a produção cresce em ritmo acelerado, o desafio do setor de etanol agora está do outro lado da bomba.
A avaliação da União Nacional do Etanol de Milho (Unem) é que a indústria precisa convencer mais brasileiros a trocar a gasolina pelo etanol para sustentar a expansão dos investimentos realizados nos últimos anos.
Segundo o presidente da entidade, Amaury Pekelman, existe uma barreira cultural que ainda limita o crescimento do combustível renovável.
“O consumidor vai ao posto e coloca gasolina automaticamente. É um hábito que precisa ser mudado”, afirmou durante entrevista ao Money Minds.
Apesar dos recordes recentes de vendas do hidratado, o executivo avalia que a participação do combustível no abastecimento nacional ainda está distante do potencial da frota flex brasileira.
Para enfrentar esse desafio, a Unem prepara uma campanha nacional de comunicação voltada ao consumidor.
“A Unem está tomando a liderança disso. Já fizemos a parte estratégica e vamos buscar uma campanha de longo prazo com muito alcance”, disse Pekelman.
Reforma tributária entra no radar
Outro tema que começa a mobilizar o setor é a implementação da reforma tributária.
Hoje, diferenças no ICMS entre estados influenciam a competitividade do etanol em diversas regiões do país. A expectativa da entidade é que a transição prevista para os próximos anos reduza parte dessas distorções.
“A gente entende que isso vai ser melhor para o mercado consumidor porque vai trazer mais estabilidade”, afirmou.
Segundo Pekelman, ainda será necessário acompanhar como os estados reagirão à nova distribuição da arrecadação, mas a avaliação inicial é positiva para o setor.
A expectativa da entidade é que uma tributação mais uniforme, a partir de 2029, facilite a expansão do consumo em estados que hoje apresentam participação menor do biocombustível, como Rio de Janeiro, regiões do Nordeste e parte do Sul do país.
“O Nordeste precisa avançar no etanol. O Rio de Janeiro precisa avançar. O Sul também precisa avançar”, disse o presidente da Unem
