Otan fecha acordos bilionários de defesa antes de reunião com Trump

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) anunciou nesta terça-feira, 7, novos contratos de armamentos que somam mais de US$ 50 bilhões, segundo um diplomata que acompanha as negociações.
A medida foi apresentada na abertura da cúpula da aliança, em Ancara, na Turquia, em meio às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos aliados europeus.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que governos e empresas dos dois lados do Atlântico assinarão contratos que representam "bilhões de dólares" em investimentos na indústria de defesa.
Quais contratos foram anunciados?
Entre os acordos confirmados está a compra de 10 aeronaves GlobalEye, da fabricante sueca Saab, para substituir a frota de aviões de vigilância Awacs atualmente produzida pela Boeing. O valor do contrato não foi divulgado.
A Airbus também fechou um acordo para fornecer o décimo avião militar A330 MRTT, utilizado para transporte e reabastecimento em voo, à frota da Otan.
Tensão com Trump
Os anúncios ocorreram horas antes da chegada de Donald Trump à capital turca. O presidente americano tem criticado os aliados europeus por considerar que eles não deram apoio suficiente aos Estados Unidos durante a ofensiva contra o Irã.
Na semana passada, Trump afirmou que era "ridículo" que os Estados Unidos continuassem assumindo responsabilidades sem reciprocidade por parte dos parceiros da aliança.
Em resposta, Rutte voltou a defender que os países europeus ampliaram os investimentos em defesa e passaram a assumir mais responsabilidades na segurança do continente.
Há um ano, os integrantes europeus da Otan e o Canadá se comprometeram a elevar os gastos militares para 5% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2035, compromisso que não foi assumido pela Espanha.
Ucrânia também busca apoio
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, participa da reunião e busca garantir a continuidade da ajuda militar ao país. O governo ucraniano pretende assegurar pelo menos US$ 80 bilhões anuais em apoio militar para 2026 e 2027, além de defender o avanço da integração de Kiev à Otan.
A cúpula da aliança continua nesta quarta-feira, 8.
*Com informações da AFP.
