Ouro cai 1% com pressão dos juros dos títulos soberanos
O ouro interrompeu a sequência de ganhos e fechou o pregão desta terça-feira (18) em queda com o avanço dos juros dos títulos soberanos das maiores economias do mundo, em meio ao crescente temor de pressões inflacionárias e preocupações com os déficits fiscais. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o […]

O ouro interrompeu a sequência de ganhos e fechou o pregão desta terça-feira (18) em queda com o avanço dos juros dos títulos soberanos das maiores economias do mundo, em meio ao crescente temor de pressões inflacionárias e preocupações com os déficits fiscais.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 1,19%, a US$ 4.420,60 por onça-troy. A prata para setembro recuou 3,31%, a US$ 64,3097 por onça-troy.
O que pressionou o ouro hoje?
Os juros mais longos dos Estados Unidos atingiram máximas de décadas nesta terça-feira, com a crescente preocupação do mercado sobre a inflação e trajetória fiscal da maior economia do mundo, combinada com a instabilidade geopolítica e pressão dos preços de energia com a recente valorização dos petróleo.
Nesta manhã, o rendimento (yield) dos título do Tesouro norte-americano, Treasury, de 30 anos – referência para hipotecas de longo prazo – atingiu 5,337%, o nível mais alto desde meados de 2002. Mas, após dados mais fracos no setor imobiliário, os rendimentos perderam o ímpeto e passaram a cair.
Além dos Treasuries, o rendimento do bund alemão de 10 anos renovou máxima em 15 anos e o gilt britânico de 30 anos atingiu máxima em três meses.
O mercado ainda operou à espera da da última decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA). O documento deve ser divulgado amanhã (19).
Para o Citi, o ouro pode se beneficiar de uma visão mais benigna para os juros dos EUA após a divulgação da ata. Contudo, o banco espera uma correção nos preços para buscar uma entrada.
A visão também é compartilhada pelo Commerzbank. “Pode ser, por exemplo, que o mercado duvide que o Federal Reserve (Fed) elevará os juros o suficiente para combater a inflação de forma eficaz. Outra explicação possível reside nos riscos fiscais – notadamente o aumento da dívida pública -, que também tendem a impedir uma elevação mais expressiva das taxas básicas de juros. Ambas as explicações seriam claramente favoráveis ao ouro”, avalia o banco.
*Com informações de Estadão Conteúdo
