Ouro cai com Oriente Médio e Fed no radar
O ouro encerrou o pregão desta quinta-feira (6) em baixa com alguns dos requisitos previstos no acordo de reabertura do Estreito de Ormuz e os temores quanto aos próximos passos da política monetária nos Estados Unidos. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de […]

O ouro encerrou o pregão desta quinta-feira (6) em baixa com alguns dos requisitos previstos no acordo de reabertura do Estreito de Ormuz e os temores quanto aos próximos passos da política monetária nos Estados Unidos.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em baixa de 0,13%, a US$ 4.299,6 por onça-troy.
Já a prata para setembro caiu 1,09%, a US$ 61,606 por onça-troy.
O que mexeu com o ouro hoje?
O metal dourado perdeu força com a informação da agência de notícias iraniana Fars de que acordo de reabertura do Estreito de Ormuz prevê que navios dos Estados Unidos, de Israel e de “países hostis” não atravessem a hidrovia.
Além disso, segundo a Fars, as embarcações que quebrarem as regras estipuladas pelo Irã e por Omã, estarão sujeitas a uma multa de 20% do valor total da carga transportada.
Diante da notícia, os preços do petróleo Brent para outubro saltaram mais de 3%.
Segundo o jornal Financial Times, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Kevin Warsh, está preparado para elevar os juros na reunião de setembro, caso os dados de inflação voltem a piorar.
Com a notícia, os títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, voltaram a subir nesta quinta-feira. O dólar também ganha força globalmente, com o índice DXY, que compara a divisa a outras seis moedas fortes, sobe 0,25%, aos 99,940 pontos.
Na ferramenta Fed Watch, do CME Group, a expectativa por uma alta de juros na próxima reunião do Fed, em setembro, é de 56,5%. Por ora, 43,5% preveem que os Fed Funds sigam no intervalo entre 3,50% e 3,75%.
Apesar dos dados mais fracos recentes do mercado de trabalho dos Estados Unidos, a expectativa é de ganho de fôlego no payroll de julho depois dos resultados abaixo do esperado em junho, diminuindo as preocupações de emprego para que o Fed possa focar em sua meta de inflação de 2% ao ano.
A mediana das 25 estimativas reunidas pelo Projeções Broadcast aponta para a criação de 80 mil vagas, com previsões que variam entre 63 mil e 130 mil postos de trabalho. Se confirmada, a leitura representará aceleração frente à abertura de 57 mil vagas em junho.
*Com informações de Estadão Conteúdo
