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18/08/2026
3 min

‘Ouro cripto’ voltou a ficar atrativo após queda de 30%, dizem analistas do BTG

Metal está novamente dando oportunidade de compra em meio à incerteza geopolítica e juros estáveis nos EUA

‘Ouro cripto’ voltou a ficar atrativo após queda de 30%, dizem analistas do BTG

O ouro atingiu sua máxima histórica em 2026 ao bater US$ 5.637 por onça-troy e depois despencou 30%. Agora, está novamente atrativo, e é possível se expor à commodity metálica no mercado de criptoativos com negociação 24/7 e sem taxa de administração, segundo analistas do BTG Pactual e da Empiricus.

Em relatório assinado por Matheus Parizotto, Vinicius Bitelo, Lucas Costa, Gabriela Sporch, Matheus Spiess, Valter Rebelo e Luis Kuniyoshi, o BTG/Empiricus afirma que a criptomoeda Pax Gold (PAXG) está em um ponto interessante para recuperação.

O Pax Gold é emitido pela Paxos e representa uma onça troy de ouro real guardada em cofre. Para os analistas, apesar da queda recente, a tese estrutural do ouro permanece preservada, ainda mais com o excesso especulativo deixado para trás.

A equipe de research diz que há uma redução nas posições compradas no contrato futuro de ouro COMEX da Bolsa de Mercadorias e Futuros de Chicago (CME). Isso reduziria o risco de uma nova correção movida apenas por desalavancagem ou excesso de posições nos derivativos.

Na outra ponta, os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de ouro registraram US$ 3 bilhões em captações em julho, revertendo dois meses consecutivos de saídas, o que sinaliza reentrada de investidores em preços mais baixos.

“O ponto central é que o ouro voltou a se comportar de forma mais alinhada ao seu papel histórico de proteção em períodos de incerteza”, resume o relatório.

Neste sentido, a tese do ouro se fortalece com o cenário de incerteza geopolítica devido à guerra no Irã e porque os últimos dados macroeconômicos dos Estados Unidos tornam menos provável um aumento de juros neste ano. “Em outras palavras, um cenário de menor risco de juros elevados por mais tempo tende a ser construtivo para o ouro, especialmente se vier acompanhado de queda nos rendimentos reais e um dólar mais fraco.”

O racional é que o ouro se torna mais atrativo para proteção quando os títulos do Tesouro dos EUA, que também são portos-seguros do mercado, pagam rendimentos menores. O cenário, portanto, é de volta de fluxos, posicionamento mais saudável e fundamentos estruturais ainda relevantes para o metal precioso.

Análise técnica do ouro

Do ponto de vista dos gráficos, o relatório do BTG mostra que o Pax Gold apresenta melhora estrutural no curtíssimo prazo após formar fundo na região de US$ 3.930 e romper a sequência de topos descendentes observada desde maio.

Gráfico do criptoativo Pax Gold

Gráfico do criptoativo Pax Gold

“A recuperação ganhou consistência com a retomada das médias móveis de 21 e 50 dias, atualmente em US$ 4.275 e US$ 4.139, reduzindo a pressão vendedora e recolocando o ativo em direção à principal resistência estrutural”, avaliam os analistas.

O Índice de Força Relativa (IFR), por sua vez, opera na região de 66 pontos, com inclinação positiva, indicando uma melhora de momentum. “A média móvel de 200 dias, próxima de US$ 4.551, passa a ser o ponto técnico mais relevante para confirmação da retomada”, projeta a equipe do BTG.

Já o rompimento dos US$ 4.550 aumentaria a probabilidade de continuidade do movimento comprador e abriria espaço para busca da máxima histórica mais uma vez.

AutorRicardo Bomfim
FonteExame
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