Ouro fecha em alta em meio a expectativas de negociações sobre guerra no Oriente Médio
O contrato futuro do ouro encerrou o pregão desta quarta-feira (21) em alta, revertendo parte das perdas registradas recentemente. A recuperação do metal precioso ocorre em meio aos desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e no Leste Europeu – que pressionam os preços do petróleo. Os juros dos Treasuries e o dólar operaram perto da estabilidade, […]

O contrato futuro do ouro encerrou o pregão desta quarta-feira (21) em alta, revertendo parte das perdas registradas recentemente.
A recuperação do metal precioso ocorre em meio aos desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio e no Leste Europeu – que pressionam os preços do petróleo. Os juros dos Treasuries e o dólar operaram perto da estabilidade, o que deu fôlego ao ouro.
Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,18%, a US$ 4.150,00 por onça-troy.
Já a prata para o mesmo mês recuou 0,5%, a US$ 57,71 por onça-troy.
O que movimentou o ouro?
Informações de que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, teria concordado em retomar as negociações trilaterais com os EUA e a Ucrânia para encerrar a guerra no Leste Europeu pressionaram os preços do petróleo, o que abriu espaços para a alta do ouro.
No radar geopolítico, também há expectativas para um diálogo diplomático para resolver o conflito no Irã, após o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, dizer que Teerã está disposto a buscar uma solução para encerrar a guerra.
Apesar da queda nos preços do petróleo hoje, analistas da Kotak Neo afirmam que os valores elevados da commodity continuam a complicar as perspectivas para a política monetária, o que levaria a novas pressões de baixa para o ouro.
Por outro lado, a análise destaca que uma fraqueza do dólar norte-americano e dos rendimentos dos títulos do Tesouro tem limitado maiores perdas para os metais preciosos.
“Na ausência de dados econômicos relevantes dos EUA, as movimentações no mercado de títulos e a evolução dos preços do petróleo bruto devem ditar o ritmo das negociações nas próximas sessões neste mês”, afirmaram os analistas.
*Com informações da Dow Jones Newswires.
