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30/10/2026
2 min

Ouro fecha em queda e bate mínima em mais de um ano com preocupações com IA

O ouro encerrou o pregão desta sexta-feira (30) em forte queda, atingindo a mínima em cerca de um ano. As perdas vieram em meio a uma venda generalizada das ações de tecnologia diante de preocupações com gastos com inteligência artificial e da renovação dos temores inflacionários. A prata, por sua vez, também teve perdas fortes […]

Ouro fecha em queda e bate mínima em mais de um ano com preocupações com IA

O ouro encerrou o pregão desta sexta-feira (30) em forte queda, atingindo a mínima em cerca de um ano. As perdas vieram em meio a uma venda generalizada das ações de tecnologia diante de preocupações com gastos com inteligência artificial e da renovação dos temores inflacionários.

A prata, por sua vez, também teve perdas fortes e bateu a mínima desde novembro de 2025.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em queda de 3,3%, a US$ 3.898,9 por onça-troy, enquanto a prata para dezembro recuou 5,9%, a US$ 49,276 por onça-troy.

Na semana, a queda foi de 2,71% e 2,90%, respectivamente. Em outubro, o ouro caiu 6,9% e a prata recuou 13,51%.

O que mexeu com ouro hoje?

A commodity caiu abaixo de US$ 4 mil a onça, batendo o valor mais baixo desde setembro de 2025.

A Capital Economics atribui o movimento às perspectivas de um Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mais hawkish e a apreensão em relação à IA.O setor tem acumulado perdas após resultados trimestrais decepcionantes na semana, como o da Alphabet e Intel.

A Capital prevê que os preços vão recuar para a faixa de US$ 3.600 até o fim do próximo ano, ‘com o estouro da bolha do mercado de ações de IA prestes a assustar ainda mais os investidores em ouro’.

Na mesma linha, o Saxo avalia que essa onda de vendas no setor de tecnologia aumenta o risco de liquidação também no mercado de metais preciosos, à medida que investidores podem se desfazer de posições para cobrir perdas e levantar recursos.

Além disso, as preocupações com a inflação elevada seguem no radar. Os preços do petróleo voltaram a avançar diante de novos bombardeios no Oriente Médio, enquanto as negociações diplomáticas seguem nos bastidores.

A alta amplia as expectativas de inflação persistente e as apostas em uma política monetária mais restritiva, vetores que continuam a pesar sobre o ouro, de acordo com a DHF Capital.

*Com informações de Dow Jones Newswires

AutorEstadão Conteúdo
FonteMoney Times
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