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Mercados
22/06/2026
2 min

Ouro recua 1% com expectativa de juros mais altos nos EUA

Ouro recua 1% com expectativa de juros mais altos nos EUA

O ouro fechou em baixa na sessão desta segunda-feira (22) pressionado pela expectativa de juros elevados nos EUA por mais tempo.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto recuou 1,02%, a US$ 4.202,70 por onça-troy, enquanto a prata para julho cedeu 1,11%, a US$ 65,583 por onça-troy.



O que pressionou a cotação do ouro hoje?

As negociações entre Washington e Teerã influenciam o movimento dos metais. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que houve progresso nas conversas e indicou a retomada de inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), embora a mídia iraniana tenha contestado a informação.

O enfraquecimento da demanda por ativos de proteção e a valorização do dólar também pesaram sobre o metal precioso ao longo da sessão.

Segundo analistas do Saxo Bank, os avanços diplomáticos entre EUA e Irã e os esforços para manter a navegação no Estreito de Ormuz aliviaram os temores de interrupções no fornecimento de energia e de pressões inflacionárias, diminuindo o apelo do ouro como porto seguro.

Além do fator geopolítico, o mercado continuou reagindo ao tom considerado conservador do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

De acordo com o Saxo Bank, declarações recentes do presidente da autoridade monetária, Kevin Warsh, reforçaram a percepção de que os juros poderão permanecer elevados por mais tempo, aumentando o custo de oportunidade de manter posições em ativos que não oferecem rendimento, como o ouro.

O índice do dólar também avançou, tornando as commodities denominadas na moeda norte-americana mais caras para compradores estrangeiros.

O Morgan Stanley também avaliou que juros elevados continuam sendo um obstáculo para novas altas do ouro, ao limitar a demanda por ETFs lastreados no metal.

Apesar de manter uma visão positiva para o longo prazo, o banco destacou que a redução das tensões no Oriente Médio e a queda do petróleo diminuem parte do suporte recente aos preços.

AutorEstadão Conteúdo
FonteMoney Times
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