Ouro recua mais de 2% com pressão do petróleo

O ouro encerrou em forte queda nesta quinta-feira (23), pressionada pela escalada dos preços do petróleo e avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, em meio ao temor de novos choques inflacionários.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato mais líquido do ouro, para agosto, terminou a sessão com recuo de 2,45%, a US$ 4.050,20 por onça-troy.
Já a prata para setembro caiu 2,92%, a US$ 58,054 por onça-troy.
O que mexeu com o ouro hoje?
O ouro recuou pressionado pela alta dos rendimentos dos Treasuries e do dólar no mercado internacional – fatores que tendem a desmotivar compras do metal precioso.]
Com a crescente tensão entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, os preços do petróleo dispararam e o barril do Brent, referência mundial, voltou a ser cotado no nível de US$ 100.
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Em reação à deterioração do sentimento de risco, os investidores ampliaram as apostas de alta nos juros dos Estados Unidos nos próximos meses. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, a probabilidade de elevação nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) em setembro superou 80%.
Para a próxima reunião, na quarta-feira (29), a chance majoritária ainda é de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
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Apesar da piora do cenário, o UBS BB mantém uma perspectiva otimista para o ouro no médio e longo prazo. “Acreditamos que o sentimento em relação ao ouro está começando a melhorar e continuamos esperando que os preços se recuperem dos níveis atuais até o final do ano”, diz o banco.
Os analistas preveem o ouro a US$ 4.675 no final de 2026 e em US$ 4.800 até dezembro de 2027. Segundo eles, os próximos eventos importantes a serem observados são o tom da política monetária do Fed e os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
*Com informações de Estadão Conteúdo
