Ouro recua na semana com Oriente Médio e juros dos EUA no radar

O ouro encerrou em baixa nesta sexta-feira (10) diante das dúvidas sobre as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, após falas do presidente dos Estados Unidos.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 0,65%, a US$ 4.113,7 por onça-troy, enquanto a prata para setembro recuou 0,96%, a US$ 60,165 por onça-troy.
Na semana, os metais perderam 0,30% e 0,80%, respectivamente.
O que movimentou o ouro hoje?
Apesar da retomada das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, mediadas pelo Catar, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no fim da manhã desta sexta, que o acordo de cessar-fogo com o Irã acabou.
Além disso, os EUA negaram participação nos ataques ao Irã na quinta-feira (9). Para o ANZ, o arrefecimento dos temores de uma escalada significativa do conflito limita a queda dos preços do ouro.
Diante do cenário, as expectativas de taxas de juros elevadas no curto prazo continuam pressionando o metal dourado, já que os preços mais altos de energia podem atrasar o processo de desinflação global, segundo o estrategista de pesquisa da Pepperstone, Ahmad Assiri.
Assim, o mercado segue relutante em aumentar posições em ouro, já que a incerteza sobre a trajetória dos juros nos EUA continua e os rendimentos dos Treasuries permanecem elevados.
Contudo, a perspectiva de médio prazo para o ouro permanece construtiva em comparação com a pressão vendedora observada nas últimas semanas, ainda segundo o analista da Pepperstone. Na mesma linha, a GivTrade destaca que o metal continua, no geral, sustentado pela busca por ativos de segurança e diversificação dos bancos centrais.
No radar, o Federal Reserve (Fed) divulgou no fim da tarde de quinta-feira os integrantes das forças-tarefa que vão ajudar a examinar áreas centrais para a condução ampla da política monetária.
