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NegóciosMPOL
14/10/2026
5 min

Pandora investe US$ 150 milhões em sua maior fábrica de joias do mundo

Gigante dinamarquesa inaugura unidade no Vietnã com capacidade para fabricar até 60 milhões de peças por ano

Pandora investe US$ 150 milhões em sua maior fábrica de joias do mundo

A gigante dinamarquesa Pandora, conhecida mundialmente por suas pulseiras e pingentes personalizáveis, acaba de dar um novo passo em sua estratégia de expansão global.

A companhia inaugura neste mês uma fábrica no Vietnã, com um investimento de US$ 150 milhões, que promete ampliar em 50% sua capacidade produtiva e gerar 7 mil empregos locais.

Localizada na cidade de Ho Chi Minh, a nova unidade terá capacidade para produzir até 60 milhões de joias por ano. Segundo a companhia, a instalação é a maior do mundo dedicada à fabricação de joias finas, consolidando um novo capítulo na operação industrial da marca.

A inauguração também representa uma mudança na estratégia de produção da Pandora. Depois de décadas concentrando suas atividades industriais na Tailândia, a empresa passa a contar com o Vietnã como seu segundo polo de fabricação no mundo.

A decisão busca não apenas acompanhar o crescimento da demanda internacional, mas também diversificar a cadeia de suprimentos e reduzir a dependência de uma única região produtiva.

“Com a inauguração da unidade no Vietnã, iniciamos um novo capítulo importante para a Pandora. Estamos construindo sobre décadas de excelência artesanal na Tailândia, reunindo essa experiência a novos talentos e capacidades no Vietnã”, afirma Berta de Pablos-Barbier, CEO global da Pandora.

A expansão, segundo a executiva, permitirá aumentar a capacidade de produção e a flexibilidade operacional, além de abrir espaço para novas tecnologias e materiais.

“Este investimento nos proporciona capacidade produtiva, flexibilidade e inovação para sustentar nosso crescimento futuro, mantendo a excelência artesanal pela qual a Pandora é reconhecida por milhões de pessoas em todo o mundo”, diz.

Berta de Pablos-Barbier, CEO global da Pandora: "Estamos construindo sobre décadas de excelência artesanal na Tailândia, reunindo essa experiência a novos talentos e capacidades no Vietnã" (Pandora/Divulgação)

Por que a Pandora escolheu o Vietnã?

A escolha do Vietnã acompanha uma estratégia de diversificação geográfica da produção, em um momento em que grandes companhias internacionais buscam transformar suas cadeias de fornecimento mais flexíveis.

Até então, a produção da Pandora estava concentrada na Tailândia, país onde a companhia construiu sua experiência industrial ao longo de décadas.

Com a nova unidade, a fabricante passa a operar em dois países do Sudeste Asiático, ampliando sua capacidade de responder às mudanças na demanda e às necessidades dos mercados internacionais.

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A nova fábrica

A nova fábrica foi instalada no Parque Industrial Vietnam-Singapura III, em uma área de 7,5 hectares, equivalente a aproximadamente dez campos de futebol.

Quando estiver funcionando em plena capacidade, a operação deverá empregar cerca de 7 mil profissionais vietnamitas.

Para preparar essa mão de obra, a Pandora também investirá em uma academia de produção, responsável por oferecer treinamentos especializados e promover a troca de conhecimentos entre funcionários do Vietnã e da Tailândia.

Uma nova aposta: joias com revestimento de platina

Além de aumentar o volume de produção, a nova fábrica terá um papel importante na estratégia de diversificação de produtos da Pandora.

Uma das principais apostas da companhia é o desenvolvimento de joias com revestimento de platina, material que deverá ampliar as possibilidades de design e a oferta de produtos aos consumidores.

A iniciativa faz parte da estratégia da fabricante de expandir seu portfólio de materiais e fortalecer sua presença no segmento de joias de luxo acessível.

Produção da Pandora começa no Vietnã (Pandora/Divulgação)

O investimento em sustentabilidade

A expansão industrial também acompanha os compromissos ambientais da companhia.

A nova instalação recebeu a certificação internacional LEED Gold, concedida a construções que atendem a critérios de eficiência e sustentabilidade.

A fábrica, segundo a CEO, utilizará exclusivamente eletricidade de fontes renováveis, enquanto toda a prata e o ouro empregados na produção serão provenientes de materiais reciclados.

A estrutura também contará com tecnologias para reduzir o consumo de energia e melhorar a eficiência no uso da água.

As medidas veem ao encontro da meta da companhia: de reduzir pela metade suas emissões de gases de efeito estufa em toda a cadeia de valor até 2030.

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O tamanho do império da Pandora

Fundada em 1982, em Copenhague, na Dinamarca, a Pandora começou como um pequeno negócio de joias e se transformou em uma das maiores marcas globais do setor.

A companhia ganhou reconhecimento internacional principalmente por suas pulseiras personalizáveis e pelos chamados charms, pequenos pingentes que permitem aos consumidores montar peças com significados pessoais.

Hoje, os produtos da Pandora são comercializados em mais de 100 países, por meio de aproximadamente 7 mil pontos de venda, incluindo mais de 2.800 lojas-conceito.

A companhia emprega cerca de 39 mil pessoas em todo o mundo e tem suas ações negociadas na bolsa Nasdaq Copenhagen, na Dinamarca.

Em 2025, a fabricante registrou receita de 32,5 bilhões de coroas dinamarquesas, consolidando sua presença no mercado internacional de joias.

No Brasil, a Pandora também vem ampliando sua presença. A companhia dinamarquesa, que tem o país como seu segundo maior mercado na América Latina, conta com 161 pontos de vendas. A marca também está presente em quase 200 joalherias independentes e aposta no comércio eletrônico, responsável por cerca de 20% de seu faturamento brasileiro. Em 2026, a operação passou a ser comandada por Marina Bussamra Cirelli, executiva com experiência em empresas como Vivara e Iguatemi.

AutorLayane Serrano
FonteExame
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