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EmpresasACS
07/10/2026
2 min

Pão de Açúcar (PCAR3): Justiça de São Paulo homologa plano de recuperação extrajudicial; ações disparam

O GPA (PCAR3), dono da bandeira Pão de Açúcar, informou ao mercado que o Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial da companhia. O plano havia sido apresentado em 5 de maio de 2026 e, segundo a empresa, abrange […]

Pão de Açúcar (PCAR3): Justiça de São Paulo homologa plano de recuperação extrajudicial; ações disparam

O GPA (PCAR3), dono da bandeira Pão de Açúcar, informou ao mercado que o Juízo da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central da Comarca de São Paulo homologou o plano de recuperação extrajudicial da companhia.

O plano havia sido apresentado em 5 de maio de 2026 e, segundo a empresa, abrange créditos quirografários não relacionados a operações correntes de fornecimento de produtos, mercadorias, prestação de serviços ou aluguéis, chamados no comunicado de “Créditos Sujeitos”. O montante total é de R$ 4,568 bilhões.

De acordo com o fato relevante divulgado na tarde desta quarta-feira (7), a companhia obteve adesão de credores titulares de 57,49% dos Créditos Sujeitos, percentual acima da maioria exigida pela Lei de Recuperação Judicial e Falências.

Com a homologação, esses créditos passam a ser considerados novados e serão pagos conforme uma das três opções escolhidas pelos credores, nos termos do plano aprovado judicialmente. Na prática, a medida formaliza a reestruturação do passivo quirografário não corrente da empresa.

Na Bolsa, as ações da companhia dispararam. Por volta de 12h50 (horário de Brasília), PCAR3 saltava 10,68%, cotada a R$ 3,73.



O GPA afirmou que a operação de reestruturação, incluindo a emissão de novas debêntures e a captação de novos recursos, está alinhada ao redimensionamento da estrutura de capital e deve contribuir para melhorar o serviço da dívida e a liquidez de curto prazo da companhia.

O documento, porém, não detalha no texto principal os efeitos financeiros individuais.

A empresa também informou que dará sequência aos atos necessários para implementar o plano, incluindo a celebração dos instrumentos ligados aos novos recursos, no valor de R$ 200 milhões, e aos créditos sujeitos.

Segundo o comunicado, as operações seguem normais e a companhia está em dia com as obrigações junto a fornecedores, clientes e demais parceiros que não fazem parte da recuperação extrajudicial.

AutorLorena Matos
FonteMoney Times
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