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EmpresasACS
18/06/2026
2 min

Pão de Açúcar (PCAR3): Silvio Tini eleva participação para 25,8% após queda da ‘poison pill’

Pão de Açúcar (PCAR3): Silvio Tini eleva participação para 25,8% após queda da ‘poison pill’

O GPA (PCAR3), dono da bandeira Pão de Açúcar, informou ao mercado que a Bonsucex Holding, em conjunto com Silvio Tini de Araújo, elevaram suas participações acionárias para aproximadamente 25,795% do total de ações ordinárias de emissão da varejista.

O movimento não ocorre em um momento aleatório. Na segunda-feira (15), os acionistas do GPA aprovaram a retirada da cláusula de “poison pill” que protegia os minoritários de investidas de outros acionistas sobre a empresa.

Esse mecanismo obriga qualquer investidor que ultrapasse um limite específico de ações a comprar todos os papéis restantes da empresa por um valor elevado ou com prêmio, tornando a aquisição hostil extremamente cara e, às vezes, inviável, visando proteger os minoritários.

A mudança ocorreu por meio da exclusão integral do Capítulo X do estatuto social. Na prática, isso permite que acionistas elevem a fatia acima do limite de 25%, sem a obrigação de realizar uma oferta pública de aquisição (OPA), ao contrário do que ocorreria em compras diretas no mercado.

Com essa mudança, Silvio Tini pôde elevar sua participação sem disparar o mecanismo de “pílula de veneno” que obrigaria a realização de uma OPA.

Entre outras possibilidades, a família Coelho Diniz, que hoje detém 24,6% da varejista, pode elevar sua participação, além de abrir espaço para a venda de ações que o Casino ainda possui.

Pão de Açúcar enfrenta recuperação extrajudicial

Em março deste ano, o GPA entrou com pedido de recuperação extrajudicial, com cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas para renegociação.

Diferentemente da recuperação judicial, a extrajudicial permite que empresas em crise financeira renegociem dívidas diretamente com credores.

A ideia não é levar à Justiça a recuperação, mas chegar a acordos sobre a reestruturação de dívidas diretamente com os credores. Dessa maneira, o processo tende a ser mais rápido, menos burocrático e mais barato que a recuperação judicial, focado no acordo voluntário para reestruturar passivos.

O mercado já vinha monitorando uma pressão financeira relacionada a vencimentos de curto prazo. Antes do pedido, o GPA chegou a anunciar a contratação de consultores para auxiliar na busca de alternativas para a melhoria do perfil do endividamento.

AutorLorena Matos
FonteMoney Times
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