Papel ou tijolo? Santander muda estratégia e revela os melhores FIIs para julho

O Santandermanteve inalterada sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para julho em números de ativos, mas promoveu ajustes no peso de algumas posições.
O banco reduziu a participação em Tellus Properties (TEPP11) e Vinci Logística (VILG11) em 5% e 3%, respectivamente, enquanto elevou a exposição a BTG Pactual Hedge (BTHF11), Kinea Rendimentos (KNCR11) e Kinea Hedge (KNHF11) em 4,5%, 2,5% e 1%, nessa ordem.
Em relatório, o analista Flávio Pires, responsável pela estratégia, afirmou que as alterações têm como objetivo aumentar a alocação em fundos de crédito (papel), com destaque para veículos do segmento hedge fund/multiestratégia com portfólios majoritariamente alocados em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs).
Segundo ele, essa mudança faz parte de uma revisão gradual da estratégia do Santander em relação às diferentes classes de ativos.
“Em janeiro de 2026, nossa recomendação era de um portfólio de FIIs em que 60% da exposição era para tijoloe 40% para papel. Já para o segundo semestre, a indicação é 50% em cada”, disse.
“Considerando as estimativas de que a taxa de juros [Selic] seguirá elevada, em dois dígitos, por horizonte mais relevante, avaliamos que os fundos imobiliários de crédito com bons ativos e boas estruturas de garantias serão mais resilientes no que tange à distribuição de rendimentos e cotação na bolsa”, prosseguiu.
Na outra ponta, Pires explicou que a redução de posição em TEPP11 e VILG11 não altera a recomendação de compra para ambos, que seguem como as principais escolhas do Santander nos segmentos de escritórios e logística, respectivamente.
“Avaliamos como positivo o fato de os dois fundos possuírem portfólios de imóveis de qualidade, bem localizados, com taxas de ocupação acima de 95% e equipes de gestão experientes e qualificadas. Estimamos que eles continuarão como bons pagadores de proventos”, afirmou.
Desempenho
Em junho, o portfólio indicado pelo Santander registrou queda de 2,3%, enquanto o IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3, caiu 1,2%.
No acumulado de 2026, porém, a carteira do banco acumula valorização de 1,8%, contra avanço de 1,5% do indicador de referência (benchmark).
Confira os FIIs recomendados pelo Santander para julho:
| Fundo Imobiliário | Código | Segmento | Peso |
|---|---|---|---|
| Mauá Capital Recebíveis Imobiliários | MCCI11 | Recebíveis Imobiliários | 11,5% |
| Pátria Recebíveis Imobiliários | HGCR11 | Recebíveis Imobiliários | 10,0% |
| BTG Pactual Hedge Fund | BTHF11 | Hedge Fund | 10,0% |
| Kinea Hedge Fund | KNHF11 | Hedge Fund | 10,0% |
| XP Malls | XPML11 | Shopping Centers | 9,5% |
| Kinea Rendimentos Imobiliários | KNCR11 | Recebíveis Imobiliários | 9,0% |
| Vinci Logística | VILG11 | Logístico/Industrial | 9,0% |
| Guardian Real Estate | GARE11 | Híbrido | 8,0% |
| Tellus Properties | TEPP11 | Escritórios | 7,0% |
| Bresco Logística | BRCO11 | Logístico/Industrial | 6,0% |
| Pátria Crédito Imobiliário Índice de Preços | PCIP11 | Recebíveis Imobiliários | 5,0% |
| TRX Real Estate | TRXF11 | Híbrido | 5,0% |
