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Mercados
11/09/2026
3 min

Para onde vai o Ibovespa? Pesquisa do Safra mostra aposta dos investidores para a bolsa brasileira e setores em destaque

Em pesquisa de sentimento de mercado com assessores para o segundo semestre de 2026, o Banco Safra aponta que o ambiente ainda deve ser de cautela entre os investidores. Embora a expectativa seja de valorização moderada da Bolsa brasileira até o fim do ano, investidores e profissionais do setor ainda mantêm uma postura defensiva diante […]

Para onde vai o Ibovespa? Pesquisa do Safra mostra aposta dos investidores para a bolsa brasileira e setores em destaque

Em pesquisa de sentimento de mercado com assessores para o segundo semestre de 2026, o Banco Safra aponta que o ambiente ainda deve ser de cautela entre os investidores. Embora a expectativa seja de valorização moderada da Bolsa brasileira até o fim do ano, investidores e profissionais do setor ainda mantêm uma postura defensiva diante das incertezas fiscais e políticas do país.

O levantamento indica que cerca de 90% dos assessores acreditam que o Ibovespa (IBOV) encerrará 2026 acima dos 160 mil pontos. A maior parte dos entrevistados aposta que o principal índice da Bolsa ficará na faixa entre 160 mil e 180 mil pontos, sinalizando uma visão construtiva, mas sem expectativa de ganhos expressivos.

Apesar da cautela, a pesquisa do Safra mostra disposição para manter ou elevar a exposição à renda variável doméstica.

Segundo os participantes, as correções registradas nos meses de julho e agosto foram vistas como oportunidades de entrada em ações. Ainda assim, a preferência continua sendo por carteiras com perfil neutro ou mais defensivo em relação ao risco.

De acordo com a pesquisa do Safra, os principais riscos para os ativos brasileiros permanecem concentrados no cenário doméstico. Questões relacionadas à situação fiscal do país e às eleições de 2026 lideram as preocupações dos entrevistados e, juntas, representam 76% das respostas.

Quando questionados especificamente sobre o impacto do processo eleitoral no mercado acionário, 54% dos assessores afirmaram acreditar que as eleições tendem a exercer influência negativa sobre o desempenho do Ibovespa.

Setores defensivos lideram preferências

Entre os segmentos da Bolsa brasileira, o setor financeiro segue como o principal favorito dos assessores, concentrando 32% das respostas. Na sequência aparecem telecomunicações (23%), utilidades básicas, como energia elétrica e saneamento (18%), e empresas ligadas a commodities (17%).

A preferência reforça a busca por companhias consideradas mais resilientes, com maior previsibilidade de resultados, forte geração de caixa e capacidade de enfrentar períodos de volatilidade econômica.

Em contrapartida, setores mais dependentes do ciclo doméstico, como consumo, educação e construção civil, seguem entre os menos atrativos na percepção dos profissionais consultados.

Tecnologia global ganha destaque

Enquanto os riscos locais mantêm os investidores em alerta, as oportunidades internacionais continuam atraindo atenção. A tecnologia global apareceu como a principal tese de investimento para o segundo semestre, com 35% das respostas.

O destaque ficou para empresas ligadas à infraestrutura da cadeia de inteligência artificial (IA), segmento que inclui fornecedores de hardware, data centers, semicondutores e soluções voltadas ao avanço da IA.

Na avaliação do Safra, o levantamento revela um mercado que ainda combina cautela com expectativas positivas para a renda variável brasileira. A busca por empresas de qualidade, com geração consistente de caixa e resiliência operacional, permanece como a principal estratégia dos investidores.

A maior parte dos participantes (87%) espera que a taxa Selic encerre 2026 entre 13% e 14%, cenário que ajuda a explicar a preferência por estratégias mais conservadoras e a forte presença da renda fixa nas carteiras.

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AutorAnna Scabello
FonteMoney Times
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