Pato manco (com laranja): eleições nos EUA, balanço do Itaú e decisão do Copom movimentam os mercados hoje
Partido Democrata toma o controle da Câmara e do Senado nos Estados Unidos e coloca o presidente Donald Trump em situação difícil para o restante de seu mandato
A fauna política dos Estados Unidos é repleta de bichos diferentões. Uns são mais exóticos, outros menos, mas cada um tem sua função na crônica de Washington. Um dos casos mais famosos é o do "pato manco".
No começo, a referência ao animal — "aquático e gramático", diria Vicente Matheus — não tinha nada a ver com eleições.
A origem do termo remonta à Inglaterra do século 18. A expressão era usada em referência a investidores falidos, que já não conseguiam honrar seus compromissos e saíam do mercado cambaleando.
Mais tarde, os americanos adotaram o termo para definir políticos que continuam no cargo, mas perderam poder porque seu futuro já está decidido. Presidentes, governadores e parlamentares em fim de ciclo costumam receber esse rótulo.
No momento, um forte candidato a pato manco é o presidente dos EUA, Donald Trump. O norte-americano acaba de sofrer uma dura derrota nas eleições de meio de mandato nos EUA.
O Partido Democrata tomou o controle da Câmara e do Senado no pleito realizado ontem. Isso coloca a oposição em condições de impor freios que Trump não experimentou na primeira metade de seu segundo mandato.
Esquenta dos mercados
O Ibovespa ainda não subiu desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ontem, o principal índice da bolsa brasileira recuou 1,42%. Foi a sexta sessão seguida em queda.
Se depender de Wall Street, a série negativa pode acabar hoje. Os índices futuros de Nova York apontam para uma abertura em forte alta.
No entanto, os investidores locais aguardam o resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), previsto para depois do fechamento.
A expectativa dos analistas é de interrupção dos cortes de juros. Em entrevista à Juliana Caveiro, o economista Luis Otavio Leal afirmou que um novo ciclo de alívio monetário vai depender dos sinais emitidos pelo governo Lula.
Os investidores também repercutem hoje o resultado do Itaú no terceiro trimestre de 2026.
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