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Sacre Investimentos
InvestMercados
02/07/2026
3 min

Payroll e desemprego nos EUA e IPC-Fipe: o que move os mercados

Payroll e desemprego nos EUA e IPC-Fipe: o que move os mercados

Os mercados começam esta quinta-feira, 2, com as atenções voltadas para uma das agendas econômicas mais importantes da semana, com destaque para os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos.

O principal destaque será o relatório oficial de emprego dos Estados Unidos (payroll), divulgado excepcionalmente nesta quinta em razão do feriado de 4 de julho no país, o dia da Independência estadunidense. Os números são considerados decisivos para calibrar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed) e podem definir o humor dos mercados globais ao longo do dia.

Já no Brasil, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulga o IPC de junho, após o índice registrar alta de 0,45% na leitura anterior.

No mesmo horário, o Eurostat publica a taxa de desemprego da zona do euro referente a maio. A expectativa do mercado é de estabilidade em 6,3%, repetindo o resultado do mês anterior.

O que acompanhar

O foco, porém, estará nos Estados Unidos. Às 9h30 (horário de Brasília) serão divulgados simultaneamente o payroll de junho, a taxa de desemprego e os pedidos semanais de seguro-desemprego.

O mercado espera que a economia americana tenha criado 114 mil vagas em junho, desacelerando em relação às 172 mil vagas registradas em maio. Já a taxa de desemprego deve permanecer em 4,3%.

No mesmo horário, saem também os pedidos de auxílio-desemprego. A expectativa é de que os pedidos iniciais passem de 215 mil para 219 mil, enquanto os investidores também acompanharão os pedidos contínuos, que na última divulgação somaram 1,821 milhão.

Em conjunto, os indicadores servirão para medir se o mercado de trabalho americano continua resiliente ou começa a dar sinais mais claros de desaceleração, fator que influencia diretamente as expectativas para os juros nos Estados Unidos.

Mais tarde, às 11h, o Census Bureau divulga as encomendas à indústria de maio. Depois de um avanço de 4,8% em abril, a expectativa é de retração de 1,7%, refletindo uma acomodação da atividade industrial.

Encerrando a agenda americana, às 17h30, o Federal Reserve publica a atualização de seu balanço patrimonial. Na última divulgação, o total era de US$ 6,736 trilhões.

Véspera de cautela nas bolsas

Os investidores chegam à sessão após um pregão de cautela tanto no Brasil quanto em Wall Street. O Ibovespa caiu 0,20%, encerrando aos 171.688 pontos e acumulando a terceira baixa consecutiva.

O mercado doméstico foi pressionado pelas preocupações com o cenário fiscal, pela repercussão de uma nova pesquisa eleitoral e pela redução da liquidez, em meio à menor participação do investidor estrangeiro.

O dólar avançou 0,90%, fechando cotado a R$ 5,209, impulsionado pelo fortalecimento da moeda americana, pelos dados fiscais divulgados no Brasil e pela percepção de maior risco doméstico.

Nos Estados Unidos, as bolsas também encerraram em queda. O movimento foi influenciado pela realização de lucros após as máximas recentes e pela divulgação do relatório da ADP, que mostrou criação de 98 mil vagas no setor privado, abaixo das expectativas. O mercado também repercutiu a expansão da atividade industrial medida pelo PMI e declarações de integrantes do Fed indicando que os riscos para a inflação diminuíram nas últimas semanas.

AutorClara Assunção
FonteExame
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