Pentágono vai reavaliar bases e tropas americanas na Europa

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou nesta quinta-feira uma revisão de até seis meses da presença militar americana na Europa.
A medida faz parte da estratégia do governo de Donald Trump para ampliar a participação dos países europeus na própria defesa e reduzir a dependência dos EUA dentro da Otan.
O anúncio foi feito durante a reunião de ministros da Defesa da Otan, que prepara a cúpula da aliança marcada para julho, em Ancara. Segundo Hegseth, a chamada "Otan 3.0" pretende transformar a aliança em um modelo mais equilibrado, com liderança europeia na defesa convencional do continente.
- Irã x EUA: guerra custou US$ 59,3 bi em combustíveis ao consumidor americano
EUA querem rever bases e tropas na Europa
De acordo com o chefe do Pentágono, a revisão avaliará a distribuição de tropas, bases militares e acordos de acesso e sobrevoo mantidos pelos Estados Unidos na Europa. O trabalho será conduzido em conjunto com as Forças Armadas americanas, o Comando Europeu dos EUA, o Congresso e aliados da Otan.
Hegseth afirmou que a análise busca garantir que as forças americanas estejam preparadas para atender às prioridades globais de Washington, ao mesmo tempo em que pressiona os aliados europeus a ampliar seus investimentos militares.
O secretário também criticou países que restringiram o uso de bases americanas durante operações ligadas ao conflito com o Irã.
Durante o encontro, Hegseth voltou a cobrar que os membros da Otan cumpram as metas de gastos com defesa e afirmou que a contribuição dos Estados Unidos para a aliança poderá ser reduzida caso os aliados não aumentem seus investimentos.
"Não podemos assumir nem pagar mais pela defesa da Europa do que os próprios aliados", declarou.
Segundo ele, a revisão servirá para avaliar quais países estão cumprindo os compromissos assumidos dentro da Otan e quais permanecem abaixo das metas estabelecidas.
*Com EFE
