Pular para o conteúdo principal
Sacre Investimentos
InvestMercadosACS
27/07/2026
5 min

Petrobras acompanha baixa do petróleo e pressiona Ibovespa; dólar sobe

Petrobras acompanha baixa do petróleo e pressiona Ibovespa; dólar sobe

O Ibovespa abriu a semana no campo positivo nesta segunda-feira, 27. O principal índice acionário do mercado brasileiro acompanha o otimismo dos mercados globais que avançam em meio aos sinais de alívio na guerra entre Estados Unidos e Irã. A queda do petróleo, porém, limita os ganhos do índice brasileiro e pressiona as ações do setor. Por volta das 11h20, a referência acionária subia 0,21%, aos 174.410 pontos.

O pregão é marcado pelo desempenho misto entre os setores. Enquantoempresas ligadas ao petróleo e mineração recuam, ações industriais, financeiras e de consumo ajudam a sustentar o índice.

A Vale (VALE3), por exemplo, de peso no índice caía 0,53%, enquanto a Petrobras recuava 2,30% nas ações preferenciais (PETR4) e 2,10% nas ordinárias (PETR3). A Prio (PRIO3) também operava em forte queda, de 3,11%, pressionada pela desvalorização do petróleo no exterior.

Entre os bancos, também de peso no Ibovespa, o Itaú Unibanco (ITUB4) ganhava 1,21%, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) avançava 0,98%. As ações de Bradesco, BTG Pactual e Santander também avançam fortemente.

No setor de consumo, Localiza (RENT3) subia 2,41%, Magazine Luiza (MGLU3), 2,37% e Lojas Renner (LREN3), 1,88%. Assim como as industriais WEG (WEGE3), que avançava 3,39%, seguida pela Embraer (EMBJ3), com alta de 3,33%. A maior alta do dia é da Hapvida (HAPV3) que sobe mais de 5%, enquanto Prio está na ponta oposta.

Já o dólar comercial operava em alta, avançando 0,36% frente ao real, cotado a R$ 5,099.

No cenário doméstico, o mercado acompanha o Boletim Focus. Os economistas reduziram novamente a expectativa para a inflação oficial em 2026, com a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caindo de 5,15% para 5,12%, marcando a quarta semana consecutiva de revisão para baixo.

Para os anos seguintes, porém, houve pequenos ajustes para cima. Já a projeção para a Selic foi mantida, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 ficou estável em 1,99% e, para 2027, houve uma leve redução, de 1,65% para 1,60%. Já a projeção para o dólar no fim do ano permaneceu em R$ 5,20.

Petróleo cai com pausa nos ataques entre EUA e Irã

Os preços do petróleo recuam forte no mercado internacional nesta sessão, em um movimento de correção após a forte valorização acumulada nas últimas semanas e diante da redução dos temores sobre interrupções na oferta global.

O contrato futuro do Brent, com vencimento em outubro, caía 6,30%, negociado a US$ 90,73 o barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência de preços nos EUA, recuava quase 6%, para US$ 84,15.

Há relatos de que Teerã teria indicado uma suspensão de ataques retaliatórios enquanto permanecer a pausa nas operações militares estadunidenses.

Para o economista e conselheiro da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Brasil (Apimec Brasil), Ricardo Coimbra, o mercado reage, principalmente, à possibilidade de redução das hostilidades no Oriente Médio.

A expectativa dele é de um dia positivo para os mercados acionários, mas com impacto negativo sobre empresas ligadas ao petróleo. "A gente observa essa expectativa não só no Ibovespa, como também do mercado americano, com possibilidade de alta no dia de hoje das bolsas, do dólar e também da expectativa de juros."

Wall Street sobe com Fed e balanços de big techs

Os principais índices de Nova York abriram a semana em alta. O Dow Jones avançava 1,21%, aos 52.576 pontos. O S&P 500 subia 0,78%, aos 7.469 pontos, enquanto o Nasdaq ganhava 0,87%, aos 25.193 pontos.

Os investidores aguardam uma semana movimentada nos EUA, com a decisão de juros do Federal Reserve (Fed) na quarta-feira, 29. A expectativa majoritária é de manutenção da taxa na faixa entre 3,50% e 3,75%, mas o mercado monitora os sinais do presidente da instituição, Kevin Warsh.

Além da decisão do Fed, os investidores acompanham a divulgação dos balanços das grandes empresas de tecnologia. Microsoft e Meta apresentam resultados também na quarta-feira, enquanto Apple e Amazon divulgam seus números na quinta-feira, 30.

Europa avança com queda do petróleo

As bolsas europeias operavam beneficiadas pela melhora do sentimento global. O índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,69%, aos 648,95 pontos. O DAX, da Alemanha, avançava 1,64%, enquanto o CAC 40, de Paris, ganhava 0,89%. Em Londres, o FTSE 100 subia 0,44%, e o FTSE MIB, de Milão, avançava 0,69%.

Apesar do movimento positivo, as empresas de energia ficaram na contramão, pressionadas pela queda do petróleo. As ações da TotalEnergies recuavam 4,5%, enquanto BP caía 3,4% e Shell perdia 1,5%.

Ásia fecha em alta com alívio geopolítico

As bolsas asiáticas encerraram o pregão de forma positiva também. No Japão, o Nikkei 225 avançou 0,50%, enquanto o Topix subiu 1,37%. Na Coreia do Sul, o Kospi ganhou 0,97% e o Kosdaq avançou mais de 2%.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 teve alta de 1,39%. Na China, o CSI 300 encerrou o dia com valorização de 1,15%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, também operava em alta superior a 1%.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
Distribuído por