Petrobras compra fatia de bloco da Equinor na Bacia de Campos

A Petrobras deu mais um passo em sua estratégia de ampliar reservas de petróleo e gás ao fechar um acordo para entrar no bloco exploratório Itaimbezinho, na Bacia de Campos. A estatal divulgou a compra de 50% da área da Equinor, região que concentra grande parte de seus investimentos em exploração e produção.
O negócio amplia a parceria entre as duas companhias em uma das principais áreas petrolíferas do Brasil. Além de Itaimbezinho, Petrobras e Equinor já dividem projetos na região, como Raia e a licença exploratória de Jaspe.
Com a conclusão da operação, a empresa norueguesa permanecerá como operadora do bloco, com metade da participação, enquanto a Petrobras ficará com o restante. A PPSA, empresa pública federal ligada ao Ministério de Minas e Energia (MME), seguirá responsável pela gestão do contrato de partilha.
"A operação reforça a importância e relevância da atividade exploratória no Brasil e está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, visando à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras e atuação em parceria", detalhou a estatal em comunicado.
A estatal informou ainda que "a aquisição do bloco observou todos os trâmites internos de governança da companhia, estando em linha com o Plano de Negócios 2026-2030."
A transação será submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), "sendo a conclusão da transação condicionada ao cumprimento de condições precedentes, incluindo as aprovações governamentais e regulatórias aplicáveis", disse.
Busca por reservas na estratégia da Petrobras
Recentemente, a estatal informou ter encontrado indícios de hidrocarbonetos em um poço perfurado no bloco C-M-477, no pré-sal da Bacia de Campos, a cerca de 201 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro. A Petrobras opera este bloco com participação de 70%.
A Bacia de Campos também tem sido alvo de investimentos voltados à consolidação de ativos já produtores. Em abril, a Petrobras acertou a compra da participação remanescente da Petronas nos campos de Tartaruga Verde e no módulo de Espadarte, em uma transação de US$ 450 milhões.
Com a aquisição, a companhia passará a controlar integralmente os dois ativos, que produzem, aproximadamente, 55 mil barris de petróleo por dia por meio do FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes.
A decisão da Petrobras de exercer preferência sobre esses ativos da Petronas, inclusive, parece ter frustrado outros potenciais interessados, na avaliação do Santander.
Analistas do banco classificaram a operação como uma oportunidade perdida para a Brava Energia, pois os campos poderiam contribuir para acelerar a geração de caixa da companhia e reduzir seu nível de endividamento.
*Com informações de Clara Assunção e Letícia Furlan
