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InvestMercadosACS
16/06/2026
4 min

Petrobras e bancos pressionam o Ibovespa antes de superquarta; dólar sobe

Petrobras e bancos pressionam o Ibovespa antes de superquarta; dólar sobe

O Ibovespa recua no pregão desta terça-feira, 16, acompanhando o movimento de cautela dos investidores antes das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Por volta das 11h10, o principal índice acionário da B3 registrava queda de 0,44%, aos 169.657 pontos, enquanto o dólar comercial operava estável com ligeira alta de 0,17%, cotado a R$ 5,075.

Já o petróleo estende as perdas das sessões passadas após o anúncio de avanços nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio e a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz. O petróleo do tipo Brent para agosto caía 3,09%, negociado a US$ 80,60 por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) recuava 3,76%, para US$ 77,71.

Em meio à queda dos preços da commodity, as ações da Petrobras figuram entre as 42 baixas do Ibovespa. Os papéis preferenciais (PETR4) recuavam 1,02%, enquanto as ações ordinárias (PETR3) cediam 0,75%.

A queda da estatal se soma ao desempenho negativo de outras empresas relevantes da bolsa. As preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) perdem 0,20%, assim como as ações do Bradesco (BBDC4), que recuam 0,23%. As units do BTG Pactual (BPAC11) registram baixa de 0,12%, enquanto as ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3) e as units do Santander (SANB11) recuam 0,41% e 0,26%, respectivamente.

Entre os destaques negativos do pregão, a maior queda do índice era registrada pela Usiminas (USIM5), que tombava 5%, e Braskem (BRKM%), que cai 5,36%. Também figuravam entre as maiores perdas Magazine Luiza, Vibra e Engie.

Na ponta positiva, algumas ações de setores industriais, ineração e de utilidade pública conseguem avançar. Entre elas, a Vale (VALE3), com ligeira alta de 0,34%; CSN (CSNA3), que lidera com 1,81% e RD Saúde (RADL3), com alta de 1,68%.

Superquarta domina atenções

A "superquarta", quando o Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve (Fed) divulgam suas decisões sobre os juros, já faz com que os investidores comecem a posicionar suas carteiras para as decisões de política monetária, segundo o economista e conselheiro da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais do Brasil (Apimec Brasil), Ricardo Coimbra.

"A tendência é de manutenção dos juros nos Estados Unidos e uma possível redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic pelo Copom. (...) O mercado também monitora os efeitos do acordo de paz entre Estados Unidos e Irã e seus impactos sobre petróleo, dólar e ouro", afirmou.

Coimbra destaca ainda que os mercados internacionais apresentam comportamento misto, mas com viés positivo, impulsionados pela perspectiva de redução das hostilidades na guerra do Irã. No Brasil, os investidores também repercutem indicadores econômicos divulgados nesta manhã.

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) caiu 0,30% em junho, após alta de 0,89% em maio, resultado que ficou próximo do piso das estimativas do mercado e reforçou sinais de alívio inflacionário. Já a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) mostrou que o volume de vendas do varejo recuou 1,5% em abril na comparação com março.

Já no cenário internacional, um dos destaques do dia foi a decisão do Banco do Japão de elevar sua taxa básica de juros para 1%, o maior patamar desde 1995. A autoridade monetária japonesa promoveu uma alta de 0,25 ponto percentual, em linha com as expectativas do mercado.

Bolsas globais operam sem direção única

No Japão, o índice Nikkei 225 encerrou o pregão com alta de 0,13%, após atingir uma máxima histórica intradiária. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 2,11%. Em contrapartida, o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 1,64%, enquanto o CSI 300, da China continental, recuou 0,15%. Já o S&P/ASX 200, da Austrália, fechou praticamente estável.

Na Europa, o tom era positivo. Os investidores reagiam aos avanços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã e aguardavam mais detalhes sobre o acordo de paz debatido durante a reunião do G7, na França.

O índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,27%. Em Frankfurt, o DAX avançava 0,32%. O FTSE 100, de Londres, ganhava 0,61%, enquanto o CAC 40, da França, avançava 0,69%. Em Milão, o FTSE MIB liderava os ganhos entre os principais mercados da região, com alta de 1,02%.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones avançava 0,52%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq Composite operavam próximos da estabilidade com ligeira alta de 0,01% e 0,29%, respectivamente. Na segunda-feira, o Dow Jones fechou em alta de 0,92%, enquanto o S&P 500 avançou mais de 1% e o Nasdaq saltou 3,1%.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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