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25/05/2026
3 min

Petrobras (PETR4) perde piso de R$ 600 bilhões em valor de mercado e fecha no menor nível em dois meses

Petrobras (PETR4) perde piso de R$ 600 bilhões em valor de mercado e fecha no menor nível em dois meses

O otimismo com o avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã pressionou os preços do petróleo no mercado internacional e derrubou as cotações da Petrobras (PETR3;PETR4) – que vinham se beneficiando da disparada dos preços do barril.

Nesta segunda-feira (25), os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para agosto terminaram o dia com queda de 6,78%, a US$ 93,42 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Em reação, as ações da estatal encerraram o pregão entre as maiores baixas do Ibovespa (IBOV), principal índice da bolsa brasileira.

Hoje, PETR3 terminou o dia com baixa de 2,91%, a R$ 48,69. PETR4 registrou queda de 2,43%, a R$ 43,40, sendo a ação mais negociada na B3 com 47,2 mil negócios e giro financeiro de R$ 1,155 bilhão.

Com a baixa, Petrobras perdeu R$ 16,5 bilhões em valor de mercado e encerrou o dia com avaliação de R$ 598,7 bilhões, menor cifra desde 11 de março.

Petrobras e o conflito no Oriente Médio

Desde o início da guerra no Irã, em 28 de feveireiro, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) vêm acumulando forte valorização com a escalada nos preços do petróleo e incertezas sobre a duração do conflito no Oriente Médio.

Considerando apenas o período do conflito no Oriente Médio, a estatal bateu 12 recordes em valor de mercado. O pico histórico foi registrado em 14 de abril, quando a empresa encerrou o dia avaliada em R$ 680,1 bilhões.

Hora de comprar na baixa?

O BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações da Petrobras nesta segunda-feira, já de olho nos resultados da estatal no segundo trimestre (2T25). A petroleira também é a preferida (top pick) do banco para o setor.

O preço-alvo para PETR4 é de R$ 62 em dezembro deste ano.

Em relatório, os analistas Bruno Henriques, Gustavo Cunha e Rodrigo Almeida afirmaram que a petroleira deve registrar resultados “fortes” no segundo trimestre (2T26) com o Brent sendo negociado a uma média aproximada de US$ 104 o barril entre abril e junho.

“A combinação de elevada produção, captura integral dos preços mais altos do petróleo e os efeitos do programa de subvenção ao diesel tende a favorecer o momento de resultados da companhia”, escreveram os analistas.

No semana passada,a estatal aderiu ao novo programa de subvenção aos combustíveis, medida do governo federal para conter os preços dos combustíveis diante da escalada dos preços do petróleo.

Até agora, a subvenção deve ficar entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro de gasolina e de aproximadamente R$ 0,32 por litro de diesel, mas o mercado ainda aguarda a publicação das diretrizes operacionais pelo Ministério da Fazenda.

“O modelo adotado é visto de forma positiva por preservar a política de preços da Petrobras por meio de subsídios governamentais, evitando interferências diretas na companhia”, diz o banco.

AutorLiliane de Lima
FonteMoney Times
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