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02/07/2026
2 min

Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3) e mais: BofA corta preços-alvo após queda do petróleo

Petrobras (PETR4), PRIO (PRIO3) e mais: BofA corta preços-alvo após queda do petróleo

O Bank of America (BofA) reduziu os preços-alvo das principais petroleiras brasileiras após revisar para baixo suas projeções para o petróleo Brent, mas manteve a recomendação de compra para Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3), que seguem entre as preferidas do banco na América Latina.

Segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (2), a revisão reflete a expectativa de preços mais baixos para o petróleo após a reabertura do Estreito de Ormuz, além da incorporação de um real mais valorizado nos modelos.

O banco agora projeta o Brent a US$ 82 por barril em 2026 e US$ 70 em 2027, reduzindo também sua estimativa de longo prazo de US$ 75 para US$ 70 por barril.

Petrobras e PRIO seguem favoritas

Para as empresas brasileiras, o BofA cortou os preços-alvo em cerca de 15%, em média, citando o impacto combinado da queda do petróleo e da revisão da taxa de câmbio, agora estimada em R$ 5,00 por dólar em 2027, ante R$ 5,25 anteriormente.

Confira as mudanças:

Empresa Preço-alvo antigo Novo preço-alvo Variação
Petrobras R$ 65 R$ 55 -15%
Petrobras ADR US$ 24,80 US$ 22 -11%
PRIO R$ 82 R$ 71 -13%
Brava Energia R$ 26,50 R$ 22,50 -15%
PetroReconcavo R$ 16,50 R$ 13,50 -18%

O banco reiterou recomendação de compra para Petrobras e PRIO.

Na avaliação dos analistas, a Petrobras continua oferecendo uma combinação atrativa de geração de caixa livre e dividendos em 2026 e 2027, mesmo diante da perspectiva de maiores investimentos nesse período.

Já a PRIO permanece entre as principais escolhas do BofA por conta da forte geração de caixa esperada nos próximos anos. O banco também aponta a recente política de dividendos da companhia como um potencial catalisador para as ações no curto prazo.

Brava segue neutra

Para a Brava Energia (BRAV3), o BofA manteve recomendação neutra, apesar de reconhecer o potencial de geração de caixa da companhia.

Segundo o banco, os riscos de execução ainda permanecem elevados, limitando uma visão mais otimista para o papel.

A mesma recomendação foi mantida para a PetroReconcavo (RECV3). Os analistas estimam rendimentos de fluxo de caixa livre ao acionista (FCFE) de 8% em 2026 e 9% em 2027, abaixo dos observados em outros nomes sob cobertura, além de perspectivas de crescimento mais modestas.

A instituição ressalta que, embora a revisão dos preços-alvo tenha sido significativa, Petrobras e PRIO continuam sendo as principais apostas do setor de óleo e gás na bolsa brasileira.

AutorVitor Azevedo
FonteMoney Times
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