Petrobras (PETR4), Prio (PRIO3) e outras petroleiras têm forte alta na B3

As ações das petroleiras assumem a dianteira da ponta positiva do Ibovespa (IBOV) nesta sexta-feira (17), em dia de forte aversão a risco no cenário externo e disparada dos preços do petróleo no mercado internacional.
Nas primeiras horas do pregão, as ações da Petrobras (PETR3;PETR4), considerados um dos pesos-pesados do Ibovespa, também operam entre os papéis mais negociados na B3.
Por volta de 11h20, horário de Brasília, ações ordinárias PETR3 registravam um alta de 2,24%, a R$ 45,64, e as preferenciais PETR4 tinham ganho de 2,601%, a R$ 40,93 — sendo a ação mais negociada do mercado acionário doméstico, com mais de 14,6 mil negócios e giro financeiro de aproximadamente R$ 404,9 milhões, no mesmo horário.
Prio (PRIO3) também desponta na ponta positiva do IBOV com ganho de 1,39%, a R$ 57,52, por volta de 11h20. A junior oil é a que tem maior exposição a preços mais altos de petróleo, por ter 100% da produção em óleo e menor nível de hedge, enquanto Petrobras (PETR3;PETR4), Brava Energia (BRAV3) e PetroReconcavo (RECV3) apresentam menor sensibilidade devido a refino, hedge e maior participação de gás natural.
Além disso, a companhia é beneficiada pela revisão positiva do Citi para o balanço do segundo trimestre. O banco espera que Prio registre receita líquida de US$ 1,2 bilhão no 2T26, Ebitda ajustado de US$ 880 milhões e lucro líquido de US$ 380 milhões, o que pode representar o maior resultado da história da companhia (novamente), impulsionado pela alta dos preços do petróleo.
Ainda entre as petroleiras, PetroReconcavo (RECV3) subia 0,58%, a R$ 10,35, enquanto Brava Energia (BRAV3) destoava do setor e operava com queda de 1,63%, a R$ 19,33.
No caso de BRAV3, o mercado mantém no radar as negociações com a Ecopetrol. Na última quarta-feira (15), a companhia informou que o Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu favoravelmente ao recurso da Ecopetrol em relação à OPA (oferta pública de aquisição de ações) de controle da companhia.
Com a decisão anunciada, a CVM tornou sem efeito a suspensão anteriormente determinada para a OPA e estabeleceu que a Ecopetrol divulgue uma aditamento ao instrumento da oferta contemplando as exigências remanescentes da área técnica da CVM, bem como indique nova data para a realização do leilão.
- Brava Energia (BRAV3): CVM aceita recurso da Ecopetrol e destrava OPA
Petróleo acima de US$ 80
A forte valorização das petroleiras brasileiras deve-se ao desempenho do petróleo no mercado internacional.
Considerado um dos “termômetros” do mercado para medir o apetite e aversão a risco dos investidores, o petróleo ganha força com a falta de perspectiva de retomada das negociações entre EUA e Irã para um cessar-fogo definitivo em meio a trocas de ataques pelo sexto dia consecutivo.
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o memorando de entendimento assinado com o Irã para encerrar o conflito “acabou”, acrescentando que não deseja manter negociações com Teerã.
Hoje, os EUA intensificaram sua nova campanha de bombardeios contra o Irã, atacando pontes e um aeroporto, e Teerã respondeu com ataques a bases norte-americanas no Oriente Médio.
Por volta de 11h40 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro saltava 3%, a US$ 86,76 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, no pregão eletrônico.
No mesmo horário, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto registrava ganho de 3,23%, a US$ 81,50 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
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