Petrobras (PETR4) sobe mais de 2% após produção recorde: analistas veem espaço para mais dividendos
As ações da Petrobras (PETR4) têm as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (29), repercutindo os números operacionais do segundo trimestre de 2026 (2T26). Por volta das 11h30 (horário de Brasília), os papéis avançavam 2,26%, a R$ 42,14. Na avaliação de analistas, o desempenho operacional reforça a expectativa de um balanço sólido no trimestre e […]

As ações da Petrobras (PETR4) têm as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (29), repercutindo os números operacionais do segundo trimestre de 2026 (2T26). Por volta das 11h30 (horário de Brasília), os papéis avançavam 2,26%, a R$ 42,14.
Na avaliação de analistas, o desempenho operacional reforça a expectativa de um balanço sólido no trimestre e aumenta as chances de uma distribuição robusta de dividendos.
Para o Citi, a Petrobras entregou um trimestre “robusto”, com recordes tanto na produção de petróleo e gás quanto no refino. A instituição acredita que a combinação entre maior produção, aumento das exportações, preços médios mais elevados do Brent e custos de extração potencialmente menores deve se refletir em um resultado financeiro mais forte.
“A forte performance operacional, combinada com maiores volumes de exportação de petróleo, preços médios mais elevados do Brent e custos de extração provavelmente menores, deve se traduzir em resultados mais fortes no segundo trimestre e dividendos maiores”, escreveram os analistas. O banco pondera, contudo, que parte desse efeito pode ser compensada pela política de preços dos combustíveis e pelo atraso no recebimento de subsídios.
Produção recorde
No segmento de exploração e produção (E&P), a Petrobras registrou produção total de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), avanço de 3% em relação ao primeiro trimestre e de 14% na comparação anual.
Já a produção comercial alcançou 2,9 milhões de boed, também recorde para a companhia.
“O novo recorde reflete o contínuo ramp-up dos FPSOs P-78 (Búzios), Alexandre de Gusmão (Mero) e Maria Quitéria (Jubarte), além do início antecipado da P-79 no campo de Búzios, três meses antes do previsto”, destacaram os analistas do Citi.
Segundo o banco, a entrada em operação de 10 novos poços produtores compensou o declínio natural dos campos maduros, enquanto o campo de Búzios superou, pela primeira vez, a marca de 1 milhão de barris por dia de produção média mensal.
Refino também bate recordes
O Citi também chamou atenção para o desempenho do refino. O fator de utilização (FUT) das refinarias atingiu 101,2%, maior nível da história da Petrobras, permitindo que a produção de derivados alcançasse 1,918 milhão de barris por dia, alta de 6% frente ao primeiro trimestre e de 11% na comparação anual.
As vendas domésticas permaneceram praticamente estáveis em 1,742 milhão de barris por dia. O crescimento de 0,4% nas vendas de diesel e de 8,3% no GLP compensou a queda de 2,2% na gasolina e de 11,9% no querosene de aviação (QAV).
Os analistas também destacam que a maior produção permitiu reduzir as importações de combustíveis para 67 mil barris por dia, o menor nível já registrado pela estatal, enquanto as exportações de petróleo se aproximaram de 1 milhão de barris por dia.
BB Investimentos e Empiricus reforçam visão positiva
O BB Investimentos também considera que a prévia operacional reforça o bom momento da Petrobras. Para a instituição, o avanço da produção no pré-sal, a maior eficiência operacional e o recorde de utilização das refinarias sustentam perspectivas positivas para os resultados do segundo trimestre.
A casa destaca ainda o crescimento de 41% nas exportações de petróleo e derivados na comparação anual, favorecido pelo aumento da produção e pelo cenário de preços elevados da commodity.
Na mesma linha, a Empiricus afirmou que os números divulgados pela companhia reforçam a expectativa de um trimestre forte. A gestora destaca que a produção própria de petróleo atingiu 2,7 milhões de barris por dia, alta de 4,1% sobre o primeiro trimestre e de 15,2% em relação ao segundo trimestre de 2025, impulsionada pelo crescimento da produção no pré-sal, pela maior eficiência operacional e pelo avanço das plataformas Maria Quitéria, Alexandre de Gusmão e P-78.
“A prévia apenas reforça o bom momento operacional da Petrobras e traz perspectivas favoráveis inclusive para dividendos referentes ao 2T26”, escreveu o analista Ruy Hungria. A Empiricus manteve recomendação de compra para as ações da companhia..
