Petróleo a US$ 80 é o ‘novo normal’? Goldman Sachs calcula qual é o ‘preço justo’
Os preços do petróleo começaram o mês de agosto em tom negativo com uma nova trégua nos ataques entre Estados Unidos e Irã e em meio a relatos de que as discussões entre o país persa e Omã sobre a gestão do Estreito de Ormuz estão na fase final. Já nesta terça-feira (4), as expectativas […]

Os preços do petróleo começaram o mês de agosto em tom negativo com uma nova trégua nos ataques entre Estados Unidos e Irã e em meio a relatos de que as discussões entre o país persa e Omã sobre a gestão do Estreito de Ormuz estão na fase final.
Já nesta terça-feira (4), as expectativas por um cessar-fogo definitivo no Oriente Médio voltaram à mesa dos investidores após novas declarações do secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessentt.
Em entrevista à CNBC pela manhã, ele afirmou que “há uma possibilidade de chegarmos a um acordo hoje ou amanhã para reabrir o Estreito e avançarmos rumo a uma posição mais normalizada neste conflito”.
Por volta de 12h (horário de Brasília), o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro tinham queda de 2,75%, a US$ 81,47 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Nas contas do Goldman Sachs, o Brent deve permanecer na faixa de US$ 80 a US$ 90 por barril até que haja a confirmação de um novo acordo entre Washington e Teerã ou uma escalada significativa dos ataques e dos alvos.
Para os analistas do banco, os preços atuais também já representam o “valor justo” do barril, considerando os estoques comerciais da OCDE, estimativas de demanda, projeções para o preço de equilíbrio de longo prazo do Brent e na relação histórica entre estoques e preços à vista.
“Isso sugere que o mercado incorpora apenas um prêmio de risco moderado, apesar da elevada incerteza em torno da oferta de petróleo no Oriente Médio”, destaca o banco em relatório a clientes divulgado mais cedo.
O Goldman Sachs afirma ainda que o mercado físico de petróleo está mais apertado. O indicador global de estoques visíveis do banco registra uma redução de 6,3 milhões de barris por dia nas últimas duas semanas, provavelmente impulsionada pela queda nos fluxos do Golfo Pérsico e Mar Vermelho, recuo nas exportações russas e fortalecimento das importações asiáticas, principalmente as da China.
