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MercadosCMDT
09/10/2026
3 min

Petróleo avança 2% na semana com temores sobre oferta

O petróleo fechou em ligeira alta nesta sexta-feira (9), em meio à volatilidade dos mercados e à avaliação dos investidores sobre riscos de oferta em um cenário marcado pelas tensões no Oriente Médio e por problemas de produção em importantes regiões produtoras. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para […]

Petróleo avança 2% na semana com temores sobre oferta

O petróleo fechou em ligeira alta nesta sexta-feira (9), em meio à volatilidade dos mercados e à avaliação dos investidores sobre riscos de oferta em um cenário marcado pelas tensões no Oriente Médio e por problemas de produção em importantes regiões produtoras.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para dezembro fechou com alta de 0,44%, a US$ 104,72 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para novembro fechou com avanço de 0,39%, a US$ 91,85 o barril.

Na semana, os dois referenciais acumularam ganhos de 2,41% e 0,81%, respectivamente.

O que influenciou o petróleo?

Os investidores seguiram monitorando os desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio. Ao longo do dia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo americano deve fazer em breve um “grande anúncio” relacionado ao diesel, combustível que registra forte alta nas últimas semanas.

Trump também voltou a comentar o conflito envolvendo o Irã, afirmando acreditar no fim da guerra em um horizonte próximo. Apesar disso, destacou a relevância estratégica da região ao mencionar que mais de 28 milhões de barris de petróleo atravessaram o Estreito de Ormuz apenas na véspera.

Parte das preocupações com o abastecimento foi amenizada após a Saudi Aramco informar refinadores europeus de que atenderá integralmente os volumes de petróleo solicitados para novembro. A sinalização ocorre após o principal oleoduto saudita retomar as operações depois de ataques recentes.

Ainda assim, o mercado continua atribuindo um elevado prêmio de risco aos preços da commodity. Analistas acompanham a possibilidade de interrupções prolongadas no fornecimento até o início de 2027, em razão da escalada das hostilidades na região.

Entre os focos de atenção está o Estreito de Bab el-Mandeb, importante rota para o transporte global de petróleo. Forças ligadas ao governo do Iêmen afirmaram ter assumido o controle da área após operações contra militantes Houthis, enquanto um novo incidente envolvendo uma embarcação foi reportado próximo aos Emirados Árabes Unidos.

Além das tensões geopolíticas, fatores climáticos também contribuíram para sustentar os preços. Nos Estados Unidos, o furacão Isaías levou algumas produtoras a interromper operações na costa do Golfo do México, aumentando os riscos para refinarias da região e reforçando as preocupações com a oferta de derivados em um mercado já considerado apertado.

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AutorEstadão Conteúdo
FonteMoney Times
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