Petróleo avança pelo 6º dia consecutivo com tensões no Oriente Médio e impasse sobre Ormuz
Os preços do petróleo fecharam em leve alta nesta quarta-feira (12), pelo sexto dia consecutivo, com a continuação do impasse entre Estados Unidos e Irã para um acordo de reabertura do Estreito de Ormuz. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com leve alta de […]

Os preços do petróleo fecharam em leve alta nesta quarta-feira (12), pelo sexto dia consecutivo, com a continuação do impasse entre Estados Unidos e Irã para um acordo de reabertura do Estreito de Ormuz.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com leve alta de 0,08%, a US$ 88,98 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro subiu 0,08%, a US$ 83,27 o barril.
O que movimentou o petróleo hoje?
Os preços do petróleo começaram o dia pressionados por novos relatórios da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e da Agência Internacional de Energia (AIE).
A Opep reduziu a previsão de crescimento da demanda global de petróleo em 2026 e do crescimento global, enquanto a AIE afirmou que o impasse no Estreito de Ormuz aprofunda a queda da demanda por petróleo.
A queda nos contratos de petróleo foi, no entanto, mitigada pelas tensões no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou Teerã de tentar “fugir” do conflito e de fazer ameaças vazias contra Washington. Já o Irã reiterou que não há conversa com os americanos para um cessar-fogo.
Em uma publicação na rede social Truth, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que seu país segue no controle de Ormuz e fez novas ameaças ao Irã.
“Tudo o que eles têm são NOTÍCIAS FALSAS e INFLAÇÃO de 300%, e piorando! O Irã só fala e não age, o valentão do Oriente Médio não é mais”, disse o republicano.
À Reuters, uma fonte iraniana de alto escalão disse que não havia discussões entre os dois países para prorrogar o cessar-fogo porque, da perspectiva de Teerã, o acordo não tinha data de início e, portanto, não havia nada a ser prorrogado.
Além disso, os EUA e os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, relataram ataques separados a navios no Estreito de Ormuz e no Estreito de Bab el-Mandeb na terça-feira, duas rotas cruciais de exportação para o petróleo e o gás do Oriente Médio, além do Canal de Suez.
Dados de navegação mostraram que o número de navios que transitaram pelo Estreito de Ormuz caiu para oito na terça-feira, a menor marca em uma semana. Antes da guerra, de 125 a 140 navios passavam por essa via navegável crucial todos os dias.
*Com informações de Estadão Conteúdo e Reuters
