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InvestMercadosCMDT
16/06/2026
3 min

Petróleo cai ao menor nível em três meses após acordo entre EUA e Irã

Petróleo cai ao menor nível em três meses após acordo entre EUA e Irã

Os preços do petróleo voltaram a cair nesta terça-feira, 16, e atingiram os menores níveis desde março, à medida que investidores desfazem posições montadas durante as grandes hostilidades entre Estados Unidos e Irã.

Agora, com a perspectiva de um acordo de paz e a reabertura da rota de escoamento do Estreito de Ormuz, o mercado passou a enxergar menor risco de interrupções no abastecimento global da commodity.

O movimento aprofundou as perdas da última sessão. Por volta das 8 horas (horário de Brasília), o barril do Brent, parâmetro internacional, recuava 2,61%, para US$ 81, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência dos EUA, caía 3%, para US$ 78,33.

A mudança de humor ocorre após o anúncio de um entendimento entre Washington e Teerã para encerrar o conflito que se arrasta desde o fim de fevereiro. O acordo prevê uma extensão de 60 dias do cessar-fogo e a retomada da navegação por Ormuz.

G7 começa nesta terça e deve discutir cenário

O tema deve dominar as discussões da reunião do G7, que começa nesta terça-feira na França. O mercado aguarda a divulgação dos detalhes completos do memorando de entendimento firmado entre os dois países, enquanto líderes mundiais tentam avaliar os impactos do acordo sobre a estabilidade da região.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o entendimento já foi assinado e disse esperar a reabertura total do Estreito de Ormuz até sexta-feira, 19. Uma cerimônia formal para oficializar o acordo está prevista para ocorrer em Genebra.

Alívio no mercado, mas cautela marítima

A companhia alemã Hapag-Lloyd afirmou que vê o avanço das negociações como uma notícia positiva e espera retomar a passagem de navios que permanecem na área já nos próximos dias. "Esperamos que nossos quatro navios restantes consigam atravessar o Estreito de Ormuz neste fim de semana."

Entre os operadores de petroleiros, porém, a avaliação é menos otimista. Em entrevista ao Financial Times, o presidente-executivo da Mitsui OSK Lines, Jotaro Tamura, disse que muitas empresas podem esperar semanas antes de considerar a travessia totalmente segura.

A preocupação é que a assinatura de um acordo diplomático não seja suficiente para restabelecer imediatamente a confiança das companhias de navegação. Na visão do executivo, será necessário observar uma melhora concreta das condições de segurança antes que o tráfego volte.

"O que precisa ser implementado não é apenas um simples acordo entre os países envolvidos, mas sim algo concreto e que se traduza em soluções para a realidade do Estreito de Ormuz, para que as companhias de navegação se sintam seguras para atravessar o estreito", destacou Tamura.

AutorAna Luiza Serrão
FonteExame
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