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14/06/2026
2 min

Petróleo cai quase 5% no mercado futuro após acordo entre Irã e EUA

Petróleo cai quase 5% no mercado futuro após acordo entre Irã e EUA

Os preços do petróleo caíam na noite deste domingo, 14, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país fechou um acordo com o Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passava cerca de 20% do petróleo mundial.

Por volta das 19h (horário de Brasília), os futuros do petróleo americano (WTI) caíam 4,8%, a US$ 80,80 o barril, enquanto o Brent, referência internacional, recuava 3,9%, a US$ 83,89.

O movimento marca uma forte reversão: mesmo após as quedas dos últimos dias, os preços ainda acumulavam alta de mais de 20% desde o início da guerra, no fim de fevereiro, quando chegaram a superar os US$ 110 o barril.

"Deixem o petróleo fluir"

"O acordo com a República Islâmica do Irã está agora completo", escreveu Trump em sua rede social.

Segundo o presidente, o Estreito de Ormuz será reaberto sem sistema de tarifas e os Estados Unidos encerrarão imediatamente o bloqueio naval imposto ao Irã. "Navios do mundo, liguem seus motores. Deixem o petróleo fluir!", afirmou.

O anúncio veio na esteira da declaração do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atuou como mediador. Ele afirmou que Washington e Teerã declararam o fim "imediato e permanente" das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano, e que a cerimônia oficial de assinatura do acordo de paz ocorrerá na próxima sexta-feira, 19 de junho, na Suíça.

A maior interrupção da história

O bloqueio do Estreito de Ormuz provocou a maior interrupção de oferta de petróleo da história. A passagem concentrava cerca de 20% do abastecimento mundial até que o tráfego de petroleiros despencou no início de março, após ataques iranianos na região.

A expectativa do mercado é que o fluxo se normalize rapidamente caso o acordo se confirme.

O presidente da Frontline, uma das maiores empresas de transporte de petróleo por navios-tanque, disse à CNBC na semana passada esperar uma retomada veloz do tráfego pela rota assim que houver um entendimento crível entre os dois países.

"Estou muito otimista de que, no minuto em que a maré virar e EUA e Irã encontrarem algum tipo de acordo, ao menos de não atacar embarcações, essas travessias vão recomeçar bem rápido", afirmou Lars Barstad.

AutorDaniel Giussani
FonteExame
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