Petróleo dispara 23% em julho com retomada na troca de ataques entre EUA e Irã
Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (31) após o Irã informar ter atacado navios na região do Estreito de Ormuz. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia em alta de 1,21%, a US$ 87,93 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. […]

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (31) após o Irã informar ter atacado navios na região do Estreito de Ormuz.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia em alta de 1,21%, a US$ 87,93 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro teve ganho de 1,29%, a US$ 84,67 o barril.
Na semana, o Brent e o WTI registravam avanços de, respectivamente, 2,29% e 3,53%. No mês, o Brent disparou 23,5%, enquanto o WTI saltou 21,8%.
O que aliviou o petróleo hoje?
A commodity avançiu após a notícia de que a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) disse ter interceptado e atingido dois navios-tanque que tentavam cruzar o Estreito de Ormuz, enquanto quatro embarcações mudaram de rota e retonaram após ignorarem advertência das forças iranianas.
Outro fator que pressionou o petróleo foi o relato de que o Consórcio de Oleoduto do Cáspio (CPC) teria avaliado uma interrupção por prazo indeterminado nas operações de petróleo.
Do lado norte-americano, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã não terá mais capacidade militar em breve e que está perdendo a confiança de um acordo com Teerã em meio a “mentiras” do país persa.
Para o analista da TP ICAP Scott Shelton, a quantidade de petróleo no mercado global é muito pequena em relação ao que é necessário. “As taxas de utilização das refinarias estão baixas demais diante da falta de petróleo bruto.”
O mercado aguarda a reunião de domingo (2) da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), diante de relatos de que o grupo pretende interromper os aumentos das cotas de produção de petróleo após uma última elevação prevista para setembro.
*Com informações de Estadão Conteúdo
